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Paralisação nos EUA intensifica embate político

Governo Trump responsabiliza democratas do Senado pelo shutdown nos setores públicos

Republicanos assumem maioria na Câmara dos EUA
Fachada do Capitólio, nos Estados Unidos, em Washington, onde funciona a Câmara dos Representantes e o Senado norte-americano | Foto: Reprodução/Wikipédia

Os Estados Unidos (EUA) enfrentam a primeira paralisação federal em sete anos depois do fracasso das negociações orçamentárias na noite da terça-feira 30. O impasse acirrou a troca de acusações entre democratas e republicanos às vésperas das eleições de 2026.

Democratas responsabilizam os rivais por rejeitarem a prorrogação dos subsídios do Obamacare, que expiram no fim do ano. Já o vice-presidente J.D. Vance afirma que o bloqueio foi causado pelos democratas do Senado para forçar benefícios de saúde, inclusive a imigrantes ilegais.

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O impacto é imediato: cerca de 750 mil servidores podem ser afastados diariamente, com prejuízo de US$ 400 milhões por dia. Setores como tráfego aéreo, programas sociais e Forças Armadas já sentem os efeitos.

Reações do Senado ao shutdown nos EUA

A disputa também ameaça a liderança de Chuck Schumer (Democrata), criticado pela própria base por não enfrentar a agenda de Trump com firmeza. Crescem rumores de que Alexandria Ocasio-Cortez poderá disputar sua vaga em 2028, alimentando tensões internas no partido.

Republicanos, por sua vez, exploram o desgaste político e acusam Schumer de agir por medo de enfrentar a ala progressista. O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que os democratas “estão conduzindo o país ao abismo”.

Enquanto isso, campanhas publicitárias de ambos os lados já capitalizam o impasse. Democratas miram distritos republicanos vulneráveis, enquanto o Partido Republicano lança ataques contra senadores democratas em Estados competitivos.

O presidente Donald Trump, de volta à Casa Branca, reuniu-se com líderes do Congresso em busca de acordo. Vance afirma que os republicanos estão prontos para negociar, mas “não aceitarão ser feitos de reféns”.

Entenda a paralisação

O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, no Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, D.C. - 25/8/2025 | Foto: Brian Snyder/Reuters
O presidente dos EUA, Donald Trump; governo busca negociar com o Congresso | Foto: Brian Snyder/Reuters

O risco de paralisação do governo dos Estados Unidos se confirmou na noite da terça-feira, com a rejeição do Senado ao projeto de financiamento da máquina estatal que o Partido Republicano propôs. A medida visava à manutenção de órgãos federais até 21 de novembro. Dessa forma, sem o aval dos democratas, a Casa Branca informou, por meio do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, da sigla em inglês), que os recursos federais expiraram às 23h59.

A administração norte-americana ressaltou que a paralisação ocorre por decisão da oposição ao presidente Donald Trump. “Infelizmente, os senadores democratas estão bloqueando a aprovação”, afirmou o OMB. “Devido às demandas políticas insanas dos democratas, que incluem US$ 1 trilhão em novos gastos.”

A quantia trilionária é referente à proposta que o Partido Democrata no Senado dos EUA sugeriu para evitar a paralisação dos serviços públicos federais. Para aprovarem a proposta dos republicanos, os democratas queriam do governo o aumento de US$ 1 trilhão em gastos públicos na área da saúde. Condição que os aliados de Trump rejeitaram.

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O texto ainda destacou que Trump apoia a proposta do Partido Republicano, que recebeu o nome de Resolução Contínua (RC). De acordo com a Casa Branca, os republicanos buscavam estender o Orçamento por sete semanas enquanto os parlamentares negociam o Orçamento do ano fiscal de 2026, que tem início nesta quarta-feira, 1º. Conforme o OMB, a rejeição dos democratas obriga as agências a iniciarem seus protocolos de paralisação.

O impasse entre os partidos não permite prever por quanto tempo a paralisação deve durar. A Casa Branca orientou que os funcionários compareçam normalmente ao próximo turno para realizar tarefas referentes à suspensão dos serviços, enquanto aguardam uma nova deliberação.

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