Os Estados Unidos (EUA) enfrentam a primeira paralisação federal em sete anos depois do fracasso das negociações orçamentárias na noite da terça-feira 30. O impasse acirrou a troca de acusações entre democratas e republicanos às vésperas das eleições de 2026.
Democratas responsabilizam os rivais por rejeitarem a prorrogação dos subsídios do Obamacare, que expiram no fim do ano. Já o vice-presidente J.D. Vance afirma que o bloqueio foi causado pelos democratas do Senado para forçar benefícios de saúde, inclusive a imigrantes ilegais.
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O impacto é imediato: cerca de 750 mil servidores podem ser afastados diariamente, com prejuízo de US$ 400 milhões por dia. Setores como tráfego aéreo, programas sociais e Forças Armadas já sentem os efeitos.
Reações do Senado ao shutdown nos EUA
A disputa também ameaça a liderança de Chuck Schumer (Democrata), criticado pela própria base por não enfrentar a agenda de Trump com firmeza. Crescem rumores de que Alexandria Ocasio-Cortez poderá disputar sua vaga em 2028, alimentando tensões internas no partido.
Republicanos, por sua vez, exploram o desgaste político e acusam Schumer de agir por medo de enfrentar a ala progressista. O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que os democratas “estão conduzindo o país ao abismo”.
Enquanto isso, campanhas publicitárias de ambos os lados já capitalizam o impasse. Democratas miram distritos republicanos vulneráveis, enquanto o Partido Republicano lança ataques contra senadores democratas em Estados competitivos.
O presidente Donald Trump, de volta à Casa Branca, reuniu-se com líderes do Congresso em busca de acordo. Vance afirma que os republicanos estão prontos para negociar, mas “não aceitarão ser feitos de reféns”.
Entenda a paralisação

O risco de paralisação do governo dos Estados Unidos se confirmou na noite da terça-feira, com a rejeição do Senado ao projeto de financiamento da máquina estatal que o Partido Republicano propôs. A medida visava à manutenção de órgãos federais até 21 de novembro. Dessa forma, sem o aval dos democratas, a Casa Branca informou, por meio do Escritório de Gestão e Orçamento (OMB, da sigla em inglês), que os recursos federais expiraram às 23h59.
A administração norte-americana ressaltou que a paralisação ocorre por decisão da oposição ao presidente Donald Trump. “Infelizmente, os senadores democratas estão bloqueando a aprovação”, afirmou o OMB. “Devido às demandas políticas insanas dos democratas, que incluem US$ 1 trilhão em novos gastos.”
A quantia trilionária é referente à proposta que o Partido Democrata no Senado dos EUA sugeriu para evitar a paralisação dos serviços públicos federais. Para aprovarem a proposta dos republicanos, os democratas queriam do governo o aumento de US$ 1 trilhão em gastos públicos na área da saúde. Condição que os aliados de Trump rejeitaram.
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O texto ainda destacou que Trump apoia a proposta do Partido Republicano, que recebeu o nome de Resolução Contínua (RC). De acordo com a Casa Branca, os republicanos buscavam estender o Orçamento por sete semanas enquanto os parlamentares negociam o Orçamento do ano fiscal de 2026, que tem início nesta quarta-feira, 1º. Conforme o OMB, a rejeição dos democratas obriga as agências a iniciarem seus protocolos de paralisação.
O impasse entre os partidos não permite prever por quanto tempo a paralisação deve durar. A Casa Branca orientou que os funcionários compareçam normalmente ao próximo turno para realizar tarefas referentes à suspensão dos serviços, enquanto aguardam uma nova deliberação.
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