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Paris vai fechar centro para tráfego 'não essencial'

Projeto da capital francesa deve entrar em vigor em 2024, antes dos Jogos Olímpicos

Paris

A França vai proibir o tráfego não essencial de veículos no centro de Paris daqui a dois anos. O plano deve eliminar cerca de metade dos trajetos diários de automóveis na área.

O zoneamento de Paris — só o segundo desse tipo em uma grande cidade europeia, depois de Madri — poderá contribuir para tornar a cidade mais limpa e tranquila, segundo o vice-prefeito, Emmanuel Grégoire.

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Os motoristas ainda terão permissão para entrar na zona de tráfego restrito, que cobrirá 14 quilômetros quadrados e abrangerá as duas margens do Rio Sena, para fazer compras ou visitá-la. E nenhuma restrição se aplicará a veículos de transporte público, moradores e hóspedes de hotéis na região e pessoas com deficiências.

Entretanto, os motoristas que usarem as ruas de Paris para atravessá-la serão obrigados a pagar uma multa se forem pegos na zona restrita.

De acordo com o governo municipal, trajetos desse tipo têm grande peso no congestionamento e nas emissões de gás carbônico. Cerca de 500 mil viagens ocorrem na área pelas ruas parisienses diariamente.

Prazo adiado

A zona restrita estava prevista inicialmente para começar neste ano, mas o prazo foi adiado para que a cidade pudesse promover uma consulta pública.

Existe um certo ceticismo entre os prefeitos dos distritos cobertos pela zona restrita, assim como críticas crescentes da opinião pública ao que alguns veem como a atitude anticarros.

Ainda existem preocupações com efeitos adversos das medidas. Em 2016, quando os cais do Sena, que eram dominados por veículos, foram fechados para pedestres, essa mudança teve o efeito inicial de aumentar o congestionamento nas rotas alternativas próximas.

Ao apresentar os planos na quinta-feira 17, o vice-prefeito disse que “espera provar que a própria zona pode ser uma atração e estimular o comércio”, afirmou Grégoire. “Atualmente, clientes desistem de ir até o centro porque o trânsito está muito pesado. Quando se remove o tráfego desnecessário de passagem, porém, abre-se mais espaço para o tráfego de destino”, explicou.

Leia também: “Excursão à alma de Paris”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na edição 90 da Revista Oeste

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