Um plano mediado pelo Paquistão pode abrir caminho para o fim das hostilidades entre Irã e Estados Unidos ainda nesta segunda-feira, 6, com possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, fechado há mais de um mês. O documento foi apresentado ao governo dos EUA e ao regime do Irã durante a noite, conforme revelou a agência Reuters.
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O projeto prevê duas etapas: cessar-fogo imediato e, em seguida, negociações para um acordo definitivo que encerre a guerra. Segundo a proposta, o cessar-fogo permitiria retomar o fluxo global de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz, fundamental para o mercado mundial.
Negociações e posições de EUA e Irã

Depois do início do cessar-fogo, as partes teriam entre 15 e 20 dias para costurar um entendimento mais amplo. O site Axios informou que discussões recentes entre EUA e Irã abordaram um possível cessar-fogo de 45 dias, com vistas à paz permanente. Entretanto, a Reuters não mencionou a posição de Israel, aliado dos EUA no conflito.
Autoridades iranianas informaram que já formularam uma resposta à proposta, mas não divulgaram detalhes. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que o país anunciará sua posição “no momento oportuno”. Já a Casa Branca afirmou à TV ABC News que a proposta é apenas uma das alternativas em análise.
Uma fonte ouvida pela Reuters afirmou que “todos os elementos precisam ser acordados hoje” e sugeriu que o acordo inicial seria formalizado eletronicamente como memorando de entendimento, sob intermediação do Paquistão. Contudo, o Irã afirmou que não reabrirá o Estreito de Ormuz em um cessar-fogo temporário e não aceitará pressões por prazos.
O chamado “Acordo de Islamabad” pode incluir concessões do Irã sobre seu programa nuclear, em troca de redução de sanções e liberação de ativos. Há expectativa de conversas presenciais em Islamabad para definir pontos finais.
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Segundo fontes, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, dialogou intensamente com o vice-presidente norte-americano J.D. Vance, o enviado Steve Witkoff e o ministro iraniano Abbas Araqchi.
A proposta surge em meio à intensificação das tensões no Oriente Médio e ao aumento das preocupações sobre o impacto no abastecimento mundial de petróleo por causa do bloqueio no Estreito de Ormuz.






































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