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Prefeito de Istambul é preso, suspeito de corrupção e ligação com terrorismo

Apontado como principal rival do presidente Erdogan para as eleições presidenciais, Ekrem Imamoglu foi alvo de operação nesta quarta-feira, 19

Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul, na Turquia
Ekrem Imamoglu, prefeito de Istambul, na Turquia | Foto: Medyascope TV/Wikimedia Commons

Nesta quarta-feira, 19, a polícia da Turquia prendeu o prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, integrante do Partido Republicano do Povo. A ação faz parte de uma investigação judicial que alega o envolvimento do político, apontado como principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan para as próximas eleições do país, comm corrupção e colaboração com grupos terroristas, especificamente a guerrilha curda.

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A operação policial ocorreu nas primeiras horas do dia, com uma força que cercou a residência de Imamoglu e realizou buscas minuciosas. Além do prefeito, vários associados e autoridades municipais de seu partido também foram presos.

Prefeito Imamoglu e o cenário político turco

Recep Erdogan
Presidente Erdogan está há mais de 10 anos no cargo | Foto: Reprodução/Site gov Turquia

Imamoglu assumiu o cargo de prefeito de Istambul em 2019 e colocou fim a 25 anos de domínio islamita na cidade. Sua reeleição em março consolidou sua posição como principal opositor do atual presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, do Partido da Justiça e Desenvolvimento.

Leia também: “A ingenuidade do Ocidente diante do novo governo sírio”, artigo de Tim Black, da Spiked, publicado na Edição 260 da Revista Oeste

A sigla de Imamoglu pressiona para que haja a antecipação das eleições presidenciais, programadas para 2028. Primárias em todo o país estão marcadas para o próximo domingo, 23, com o prefeito da antiga capital sendo considerado o provável candidato do partido.

Em um movimento que complica a situação de Imamoglu, a Universidade de Istambul revogou seu diploma de administrador de empresas, pois alegou irregularidades em sua admissão, em 1990. A posse de um diploma universitário é um requisito para a viabilidade da candidatura presidencial.

O Ministério Público intensificou suas investigações contra Imamoglu e outros integrantes de seu partido. Elas resultaram nos pedidos de prisão preventiva de dois vereadores distritais. As acusações contra Imamoglu incluem liderar uma organização criminosa com fins lucrativos, corrupção, suborno e fraudes em licitações.

Leia mais: “A Riviera de Trump”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 260 da Revista Oeste

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