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Pressionado pelos EUA, regime cubano busca apoio na ONU

Havana acusa Washington de ampliar cerco econômico e diplomático contra a ilha

Chanceler da ditadura de Cuba, Bruno Rodríguez | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, pediu nesta terça-feira, 26, apoio da comunidade internacional diante do aumento da pressão dos Estados Unidos contra o regime comunista cubano.

Durante discurso no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), Rodríguez afirmou que a ilha enfrenta risco de colapso humanitário em razão das sanções econômicas e das restrições impostas por Washington.

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“Faço um apelo à comunidade internacional para que se mobilize para evitar uma catástrofe humanitária que poderia ser imposta pela via das armas ou pelo bloqueio de combustível”, declarou o chanceler cubano.

Ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermudez, durante uma reunião na sessão plenária BRICS 2025 | Foto: Shutterstock

O discurso ocorre em meio ao endurecimento da política externa do presidente Donald Trump contra governos alinhados ao eixo bolivariano na América Latina.

Governo Trump amplia ofensiva contra Havana

Nos bastidores da diplomacia americana, integrantes do governo Trump passaram a indicar um novo alvo. Cuba pode entrar na mira da estratégia de pressão adotada pela Casa Branca contra regimes autoritários da região.

Nos últimos meses, Washington aumentou restrições econômicas e ampliou medidas judiciais relacionadas ao governo cubano.

Na semana passada, autoridades norte-americanas denunciaram judicialmente o ditador Raúl Castro pela morte de quatro cidadãos americanos na derrubada de aviões ligados ao grupo anticastrista Brothers to the Rescue, em 1996.

Horas depois da denúncia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington mantém foco na mudança do sistema comunista cubano.

Bruno Rodríguez reagiu às declarações e classificou a acusação como politicamente motivada. O chanceler também negou que Havana represente ameaça à segurança nacional americana.

A pressão externa ocorre num momento de deterioração econômica na ilha comunista.

Cuba enfrenta dificuldades no abastecimento de combustível, além de escassez de alimentos e energia. O cenário se agravou com a redução do apoio venezuelano, depois do avanço das sanções americanas contra o regime de Nicolás Maduro.

O governo cubano atribui parte da crise ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos. Washington, por sua vez, sustenta que as sanções miram o regime comunista e não a população civil.

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