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Primeira-ministra de Bangladesh renuncia e foge do país em meio a protestos

Sheikh Hasina, que esteve no poder por 15 anos, embarcou para Agartala, no nordeste da Índia, onde deve receber proteção do governo local

Manifestantes invadiram a residência oficial de ex-premiê em Bangladesh | Foto: Reprodução/Bangladesh Sangbad Sangstha
Manifestantes invadiram a residência oficial de ex-premiê em Bangladesh | Foto: Reprodução/Bangladesh Sangbad Sangstha

A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, renunciou nesta segunda-feira, 5, em meio a intensos protestos contra o governo, que deixaram 300 mortos. A informação foi divulgada pelo comando das Forças Armadas.

A ex-premiê, que esteve no poder por 15 anos, deixou o país logo depois da renúncia, segundo as informações dos militares. Um governo interino será formado e liderado por militares até que uma solução definitiva para a crise seja encontrada.

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Bangladesh, um dos países mais populosos do mundo, tem sido palco de manifestações estudantis nas últimas semanas contra o sistema de cotas do governo, que reserva um terço dos empregos públicos para parentes de veteranos da guerra contra o Paquistão.

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Nesta segunda-feira, 5, milhares de manifestantes invadiram a residência oficial de Sheikh na capital, Daca.

Internet foi bloqueada em Bangladesh

Depois de um final de semana de protestos violentos, a internet foi bloqueada em todo o país pela manhã. Mais tarde, o Aeroporto Internacional de Daca foi fechado e permanecerá sem operações até o fim da tarde, conforme informações das Forças Armadas.

O canal local CNN News 18 informou que Sheikh fugiu para Agartala, no nordeste da Índia, onde deve receber proteção do governo indiano.

Leia também: “Ex-pobre? Crescimento de Bangladesh surpreende e vira exemplo mundial”

A política de cotas havia sido abolida em 2018, mas foi restabelecida em junho deste ano. Em janeiro, protestos já haviam ocorrido contra a reeleição de Sheikh, que foi acusada de fraude pela oposição. Os protestos, inicialmente pacíficos, se tornaram violentos depois de confrontos com a polícia e grupos pró-governo.

Além da política de cotas, analistas dizem que as difíceis condições econômicas, como alta inflação, aumento do desemprego e esgotamento das reservas estrangeiras, também influenciaram os protestos.

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