No dia em que se completaram 31 anos da morte de Ayrton Senna, o ex-piloto francês Alain Prost liderou as homenagens ao tricampeão mundial, com quem protagonizou uma das maiores rivalidades da história da Fórmula 1.
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O tributo veio carregado de memória, nesta quinta-feira, 1º. Vem se repetindo a cada ano. Para ilustrar a mensagem, em 2025, Prost, tetracampeão mundial, escreveu a palavra “lembrando” sobre uma foto de ambos sorrindo lado a lado.
Ele compartilhou a lendária imagem de quando eram os protagonistas deste circo, como é denominado o ambiente itinerante da F 1, sempre competitivo. O post foi publicado nos stories do Instagram de Prost.
Senna morreu em 1º de maio de 1994, depois de bater na curva Tamburello durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola. O acidente, transmitido ao vivo, marcou o automobilismo para sempre. No mesmo fim de semana, o austríaco Roland Ratzenberger também morreu durante o treino classificatório.
Prost e Senna foram companheiros de equipe na McLaren por apenas duas temporadas, entre 1988 e 1989, mas construíram uma rivalidade que transcendeu o esporte.
Juntos, dominaram a Fórmula 1 naqueles tempos: em 1988, Senna conquistou o título com 8 vitórias; no ano seguinte, Prost respondeu com o campeonato, depois da controversa desclassificação de Senna no penúltimo GP da temporada, no Japão.
Na volta 47, quando Senna tentou ultrapassar, Prost o fechou na chicane. Senna conseguiu voltar à pista depois da colisão e venceu a corrida. Mas ele foi desclassificado por ter cortado a chicane, um gesto que, segundo a organização, era considerado uma violação das regras. Essa desclassificação garantiu o título mundial a Prost.
Em 1990, agora rivais em equipes diferentes, Senna, ainda na McLaren, revidou: tirou Prost, na Ferrari, da corrida logo na largada em Suzuka. Garantiu seu segundo título — uma manobra que depois confessou ter lamentado.
Apesar do clima tenso em boa parte da carreira, a relação entre os dois mudou radicalmente pouco antes da tragédia. Em 1993, depois de vencer sua última corrida, em Adelaide, Senna chamou Prost — que havia anunciado sua aposentadoria — para dividir com ele o topo do pódio.
Aquele gesto de reconciliação foi uma virada. “Aquele momento mudou nossa relação”, contou o ídolo francês ao La Repubblica. “Hoje posso dizer que a nossa história foi maravilhosa.”
Prost é respeitado pelos fãs de Senna
O francês, que se tornou campeão pela Williams naquele ano, carregou o caixão de Senna no funeral do brasileiro em São Paulo. Desde então, passou a receber mensagens diárias nas redes sociais, muitas vindas do Brasil.
“Recebo mensagens todos os dias, realmente todos os dias, sem exceção – de vez em quando, há uma mensagem de ódio, isso pode acontecer”, afirmou o ex-piloto.
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“Minha maior base de fãs nas redes sociais é do Brasil, de todos os lugares, então sou forçado a pensar nele. Indiretamente, venho vivendo essa história há 30 anos e provavelmente continuará assim pelo resto da minha vida.”
A Fórmula 1 e a equipe McLaren também prestaram homenagens nesta quinta-feira.
“Ayrton Senna. Para sempre em nossos corações”, publicou o perfil oficial da categoria.
A McLaren, casa de Senna por cinco temporadas, escreveu: “Partiu, mas nunca foi esquecido.” Damon Hill, ex-companheiro de Senna na Williams em 1994, compartilhou duas fotos do brasileiro — sem legenda. Hill foi campeão mundial em 1996.
Na temporada passada, um mural assinado por Eduardo Kobra foi inaugurado no circuito de Miami, eternizando o rosto de Senna na pista americana.
Em 2025, a homenagem do rival francês mostrou que, aquilo que o mundo pensou se tratar de hostilidade, nada mais era do que respeito.
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