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Protestos em Cuba levam a incêndio na sede do Partido Comunista

O episódio ocorreu em meio a manifestações contra o regime de Miguel Díaz-Canel, marcados por tensões e confrontos; veja vídeos

Protestos em frente à sede do Partido Comunista, em Cuba
Protestos em frente à sede do Partido Comunista, em Cuba | Foto: Reprodução/X

Uma onda de manifestações populares em Morón, na província de Ciego de Ávila, em Cuba, resultou no incêndio da sede municipal do Partido Comunista na noite desta sexta-feira, 13. O episódio ocorreu em meio a protestos contra o regime de Miguel Díaz-Canel, marcados por tensões e confrontos.

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Durante os atos, relatos sugerem que pelo menos um jovem foi baleado. A opositora Rosa María Payá afirmou em suas redes que “reportam disparos em Morón da polícia contra o povo desarmado e pacífico”.

Incêndio e confronto em Cuba

Imagens divulgadas pelo jornalista independente Guillermo Rodríguez Sánchez mostram manifestantes arremessando objetos em chamas no prédio do Partido Comunista e cenas do incêndio avançando sobre o edifício. O clima era de forte hostilidade na região central do município.

Vídeos publicados por outros comunicadores revelam que parte dos manifestantes entrou na sede do PCC, retirou móveis, quadros e materiais de propaganda, e utilizou esses itens para alimentar uma fogueira na rua, sob gritos de protesto direcionados ao regime cubano.

Moradores relataram nas redes que “o povo de Cuba se cansou”, ao destacarem a insatisfação crescente diante de décadas de repressão a protestos pacíficos, prisões arbitrárias e violência policial. Muitos atribuem o agravamento do descontentamento social à pressão exercida pelo regime.

Repressão policial e bloqueio de informações

Bandeira de Cuba / Foto: Humam Musawwir/Pexels
Bandeira de Cuba / Foto: Humam Musawwir/Pexels

Segundo Rodríguez Sánchez, um policial teria disparado sua arma e atingido um jovem que estava próximo à fogueira em frente ao prédio do PCC.

As imagens mostram vizinhos retirando o ferido do local e prestando os primeiros socorros, enquanto a tensão se mantinha nos arredores da sede incendiada. O episódio ocorreu durante interrupção do acesso à internet na cidade, o que dificultou a circulação de informações em tempo real.

Leia também: “Narcoterrorismo nas Américas”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 313 da Revista Oeste

Jornalistas e ativistas denunciaram que o corte no serviço digital coincidiu com os relatos de disparos e com a propagação das imagens do incêndio. A ação reforça suspeitas de tentativa de controle da informação pelas autoridades.

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