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Putin afirma ter boas relações com Lula e Bolsonaro

O presidente russo disse que não interfere em questões internas de outros países

rússia putin
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente russo, Vladimir Putin, disse ter boas relações com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), os dois candidatos no segundo turno das eleições. Ele foi questionado sobre o assunto por jornalistas brasileiros em um fórum empresarial em Moscou, na quinta-feira 27.

Perguntado sobre a posição da Rússia quanto às eleições no Brasil, o presidente russo disse: “Temos boas relações com Lula e temos boas relações com Bolsonaro”, declarou. “Não interferimos nos processos políticos domésticos — isso é o mais importante”, acrescentou. Segundo ele, a Rússia considera o Brasil o “parceiro mais importante na América Latina, e tudo faremos para que essas relações se desenvolvam no futuro”.

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Putin também afirmou que, independentemente de quem seja eleito, a cooperação com a Rússia deve seguir a mesma e, inclusive, ser ampliada. “Sabemos que, apesar da aguda disputa política, nos processos políticos internos há consenso (entre Lula e Bolsonaro) sobre a cooperação com a Rússia, consenso sobre nosso envolvimento nos Brics, que é de fundamental importância para nós”, afirmou, referindo-se ao bloco que integra Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

O Brasil, sob Bolsonaro, tem mantido relativa neutralidade no confronto, especialmente porque depende de insumos russos, como fertilizantes. Recentemente foram efetivadas compras desses produtos agrícolas e também de petróleo.

Invasão na Ucrânia

No mesmo evento, Putin afirmou que a Rússia defende seu “direito a existir” ante o Ocidente, que quer “destruí-la”. Os russos invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro, e o conflito se intensificou no último mês. “A Rússia não está desafiando as elites ocidentais. A Rússia está apenas tentando defender seu direito a existir”, declarou o presidente russo.

Para ele, a próxima década será “a mais perigosa” desde o fim da segunda guerra mundial. “A próxima é, provavelmente, a década mais perigosa, imprevisível e, ao mesmo tempo, importante desde o fim da Segunda Guerra”, afirmou, acrescentando que a situação é, “até certo ponto, revolucionária”.

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