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Putin coloca áreas anexadas sob lei marcial e declara alerta máximo na Rússia

Medidas foram adotadas depois que governo russo comunicou ataque iminente na região de Kherson

Putin
Presidente russo, Vladimir Putin, nesta quarta-feira, ao anunciar as medidas | Foto: Reprodução/YouTube

Em uma reunião com o Conselho de Segurança da Rússia nesta quarta-feira, 19, o presidente Vladimir Putin colocou as quatro regiões ucranianas recentemente anexadas sob lei marcial e decretou alerta máximo em oito regiões do país, incluindo Moscou.

A reunião foi exibida pela televisão estatal russa, que também mostrou imagens de moradores de Kherson, no sul, uma das regiões anexadas, fugindo em barcos pelo Rio Dnieper, depois de o comando militar informar que havia risco iminente de um ataque ucraniano.

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As medidas revelam, segundo analistas, que a guerra, iniciada pela invasão à Ucrânia em 24 de fevereiro, chegou ao território russo. Com o alerta máximo anunciado nesta quarta-feira, o trânsito de pessoas e veículos será limitado nas oito regiões e a fiscalização policial e militar será intensificada. Um comitê encabeçado pelo premiê, Mikhail Michustin, deverá detalhar medidas adicionais.

Quanto à lei marcial, além de Kherson, também vale para Lugansk e Donetsk (leste) e Zaporíjia (sul), anexadas depois de referendo feito pelo governo de Putin, e implicará controle total sobre a vida civil e a possibilidade de medidas militares mais drásticas.

Em Kherson, depois do alerta de ataque, o governo determinou que mais de 50 mil pessoas sejam evacuadas da região. Assim como o governo local, essas pessoas devem se abrigar na margem esquerda do Rio Dnieper.

Na reunião, Putin, ao justificar as medidas, disse estar “trabalhando para resolver tarefas de grande escala, muito complexas, para garantir um futuro confiável para a Rússia e para nosso povo”.

Os ataques russos se intensificaram nas últimas duas semanas, depois que a ponte que liga a Crimeia —península ucraniana anexada pela Rússia em 2014 — foi alvo de uma explosão, em 9 de outubro. Em consequência, 30% das instalações de energia da Ucrânia foram danificadas nos últimos dias, segundo o presidente Volodymyr Zelensky, deixando mais mil cidades e vilas sem luz nem água.

Há pouco mais de um mês, o governo russo determinou a mobilização de 200 mil reservistas para a guerra. Os ataques russos, com mísseis e drones camicases iranianos, continuam nesta quarta-feira.

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1 comentário
  1. Vicenzo De Donno Neto
    Vicenzo De Donno Neto

    Ele ta preparando o terreno pra fazer o primeiro Kabum desde Nagasaki e Hiroshima

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