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Putin: 'Paramos uma guerra civil'

Sobre o grupo Wagner, o líder russo fez declarações acerca do desempenho do Exército Russo diante da ameaça de guerra civil

Rússia
Putin chamou os rebeldes de 'traidores' | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Vladimir Putin, presidente da Rússia, disse, nesta terça-feira 27, que os militares sob o seu comando impediram uma guerra civil. Putin se referia ao motim de alguns membros do grupo paramilitar Wagner ocorrido na sexta-feira 23. O presidente russo fez essa declaração durante um discurso proferido para militares na segunda-feira pela manhã, no Kremlin. A mídia internacional destaca que esse o foi segundo discurso de Putin desde a rebelião do grupo mercenário — o presidente russo não tem o hábito de discursar com frequência.

Na segunda-feira 26, de acordo com o portal G1, Putin já havia se pronunciado à nação num discurso televisionado. Ontem, o presidente russo dirigiu-se apenas aos militares que participaram da operação de resistência ao motim do grupo Wagner. “(…) Nem o Exército nem o povo russo estavam ao lado dos rebeldes”, disse Putin.

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Rússia Grupo Wagner
Prigozhin passou de aliado a algoz de Putin | Foto: Divulgação/Wikimedia Commons/Montagem Revista Oeste

Ele disse ainda que não foi necessário deslocar nenhuma tropa concentrada na Ucrânia para ajudar na resistência contra o grupo Wagner. Sob uma atmosfera de guerra civil, Vladimir Putin agradeceu às unidades do Exército Russo, da Guarda Nacional e às das forças de segurança da capital, Moscou, que “ajudaram a manter a ordem durante o motim”. A rebelião durou da tarde de sexta-feira 23 até a tarde de sábado 24. Durante as tensões, os mercenários ameaçaram invadir Moscou e já estavam a caminho da capital russa quando um acordo entre as duas partes foi anunciado. O acordo foi mediado pelo governo de Belarus, aliado da Rússia.

O Vaticano enviará um representante do papa

De acordo com o Vatican News, a Santa Sé anunciou, nessa terça-feira 27, que enviará um representante do papa Francisco à capital da Rússia a fim de iniciar uma tentativa de negociações de paz intermediadas por Roma. O papa, crítico da invasão do Exército de Putin à Ucrânia, põe-se à disposição para intermediar um diálogo entre Kiev e Moscou.

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