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Putin vence plebiscito e poderá ficar no poder até 2036

Os russos pavimentaram o caminho para que Putin permaneça no poder até 2036. Resultados preliminares indicam que a reforma constitucional foi aprovada

Putin ucrânia
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Resultados preliminares indicam que a maioria dos russos aprovaram a reforma constitucional que vai permitir que Vladimir Putin permaneça no poder até 2036

Putin
Foto: Пресс-служба Президента Российской Федерации

Os russos pavimentaram o caminho para que Vladimir Putin permaneça no poder até 2036. Resultados preliminares indicam que a reforma constitucional foi aprovada pelos eleitores russos.

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Com isso, Putin, que está no poder desde 1999, seja como presidente ou primeiro-ministro, poderá permanecer no poder da Rússia por mais 16 anos.

De acordo com a Comissão Central Eleitoral, os resultados preliminares indicam que 70% dos russos votaram a favor da reforma constitucional. Até o momento, 2,68% das urnas foram contadas, informa a agência de notícias Reuters.

As autoridades afirmaram que 60% dos eleitores participaram do referendo. A lei afirma que a reforma só é aprovada caso a participação seja superior a 50%.

Caso fique no poder até 2036, Vladimir Putin ultrapassará o tempo que o ditador soviético Josef Stalin comandou a Rússia.  O líder comunista ficou no poder da União Soviética, de forma ditatorial, de 1922 até a sua morte em 1953.

A reforma constitucional foi aprovada pelo parlamento russo, a Duma, em março deste ano, conforme publicado por Oeste. O mandato atual de Vladimir Putin acaba em 2024.

Protestos pequenos

Um pequeno grupo de ativistas protestou na Praça Vermelha, no centro de Moscou. Eles formaram o número 2036 antes de serem detidos pela polícia, que afirmou que a manifestação era ilegal.

Um outro protesto, respeitando as normas de distanciamento social em razão da pandemia, aconteceu em um outro local. Os manifestantes pediam que as pessoas votassem não no referendo.

“Nós precisamos lembras as autoridades que existem dezenas de milhões de nós que não querem que Putin permaneça no poder até 2036”, afirmou o ativista Andrei Pivovarov em um vídeo publicado nas redes sociais.

A Golon, uma organização não-governamental que monitora eleições, afirmou, inegavelmente que não é capaz de comprovar que o  plebiscito foi justo ou legítimo.

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