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Reféns não devem ser libertados antes de sexta-feira 24, segundo Israel

Cessar-fogo temporário também deve começar no mesmo dia; norte-americanos e israelenses vão suspender uso de drones sobre Gaza

refens israel
O Hamas libertou o quinto grupo de reféns, com 10 israelenses e 2 tailandeses. Em troca, Israel soltou 30 palestinos | Foto: Reprodução/YouTube

O presidente do Conselho de Segurança Nacional de Israel, Tzachi Hanegbi, anunciou que os primeiros reféns do Hamas só serão libertados na sexta-feira 24.

O início do cessar-fogo temporário também foi adiado para a mesma data. A informação ocorre depois de uma série declarações contraditórias por parte de líderes do grupo terrorista sobre a data e hora em que a trégua entraria em vigor.

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Em comunicado, Hanegbi disse que as negociações para a libertação dos reféns estão em andamento, mas a liberação ocorrerá conforme o acordo original entre as partes e não antes de sexta-feira 24.

Serão libertados 50 dos 239 reféns raptados pelo Hamas durante o atentado em 7 de outubro. Em troca, Israel vai soltar 150 prisioneiros palestinos. O governo israelense optou por não divulgar os nomes dos reféns antes de sua libertação.

O jornal The Times of Israel afirmou que uma fonte do governo disse que ainda é necessário a assinatura de um documento do cessar-fogo, o que deve acontecer até o final da quinta-feira 23.

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O cessar-fogo temporário entre Israel e Hamas também deve iniciar na sexta-feira 24 | Foto: Reprodução/FDI

EUA de olho na libertação dos reféns

O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby, anunciou que o governo norte-americano vai acompanhar o cumprimento do acordo feito entre Israel e o Hamas.

“Ninguém está fazendo danças de comemoração aqui. Agora é a hora de todos observarem bem de perto”, salientou Kirby.

O porta-voz também declarou que o governo dos Estados Unidos estará observando “muito de perto” para garantir que o Hamas cumpra sua parte no acordo de reféns.

Além do cessar-fogo, os governos israelense e norte-americano vão interromper os voos de drones sobre a Faixa de Gaza durante seis horas por dia como parte do acordo para garantir a libertação dos reféns.

Os militares dos Estados Unidos utilizam drones de vigilância sobre Gaza para apoiar Israel na busca pelos sequestrados.

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