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Rússia ameaça atacar alvos britânicos na Ucrânia

O governo russo disse que vai haver consequência caso armamentos fornecidos pelo Reino Unido aos ucranianos sejam utilizados

O presidente da Rússia, Vladimir Putin se encontrou recentemente com líder chinês, Xi Jinping, para intensificar as relações entre os dois países
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, se encontrou recentemente com líder chinês, Xi Jinping, para intensificar as relações entre os dois países | Foto: Reprodução/Twitter/X

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse que seu país responderá com ataques a alvos britânicos caso armamentos fornecidos pelo Reino Unido sejam utilizados pela Ucrânia. Ela deu a declaração nesta quinta-feira, 23, durante entrevista aos jornalistas. 

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Maria Zakharova informou que alvos britânicos localizados “no território da Ucrânia e além de suas fronteiras” poderiam ser alvos em resposta a tal situação.

A declaração de Maria Zakharova ocorreu um dia depois de o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, pedir ‘diálogo aprofundado’ com o Ocidente para evitar uma escalada nuclear
A declaração de Maria Zakharova ocorreu um dia depois de o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, pedir ‘diálogo aprofundado’ com o Ocidente para evitar uma escalada nuclear | Foto: Reprodução/Twitter/X

Declaração do Reino Unido e reação da Rússia

Além disso, a diplomata mencionou as declarações do secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron. O britânico afirmou que a Ucrânia tinha o direito de empregar armas fornecidas pelo seu país contra alvos na Rússia.

Essa declaração de Cameron provocou indignação por parte da Rússia, que citou a afirmação como uma das justificativas para a realização de exercícios militares.

A fala de Maria Zakharova ocorreu um dia depois de o porta-voz do governo da Rússia, Dmitry Peskov, pedir “diálogo aprofundado” com o Ocidente para evitar uma escalada nuclear

“A escalada adicional dessas tensões é potencialmente perigosa, inclusive na esfera nuclear”, afirmou Peskov. “A situação demanda um diálogo aprofundado para empregar métodos políticos e diplomáticos na busca de soluções para esta tensão crescente. Contudo, o diálogo aprofundado entre os principais atores é rejeitado pelos países do chamado Ocidente coletivo.”

A situação entre o Oriente e o Ocidente está no seu ponto mais crítico desde a crise dos mísseis de Cuba, que ocorreu na época da Guerra Fria, em 1962. A tensão aumentou por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Na última terça-feira, 21, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que suas forças começaram a primeira etapa de exercícios ordenados pelo presidente Vladimir Putin, que simulam a preparação para o lançamento de armas nucleares táticas.

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