O regime de Vladimir Putin voltou a escalar o tom contra os Estados Unidos e aliados ocidentais. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, 17, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que as tensões envolvendo a Venezuela podem gerar “consequências imprevisíveis para todo o Ocidente”.
A ameaça ocorre uma semana depois de Putin telefonar ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo o Kremlin, a conversa serviu para garantir a ele o apoio de Moscou em meio à ofensiva liderada por Washington.
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Ainda no início do mês, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, disse que Moscou está pronta para atender a pedidos de ajuda do regime chavista.
A postura de enfrentamento se estende a outros cenários. Nesta semana, diante da possibilidade de novas sanções ao setor energético russo, o Kremlin acusou os EUA de sabotar esforços diplomáticos bilaterais.
Fontes da Bloomberg revelaram que Washington prepara novas medidas contra Moscou, como forma de pressionar por um acordo de paz na Ucrânia.
Por sua vez, Putin negou qualquer ameaça à Europa. Segundo ele, o Ocidente vive um momento de grande “histeria” coletiva. O líder russo também afirmou que deseja cooperar com os países ocidentais, mas reiterou que não abrirá mão dos objetivos do regime no Leste Europeu.
Rússia rejeita tropas militares europeias na Ucrânia
O Kremlin também reagiu à proposta de paz publicada pelo New York Times, segundo a qual os EUA estariam negociando um plano que envolve garantia de segurança à Ucrânia com apoio militar europeu.
O porta-voz Dmitry Peskov afirmou que a posição da Rússia sobre tropas estrangeiras em território ucraniano é “bem conhecida, absolutamente coerente e compreensível”.
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Moscou negou ainda que receba, nesta semana, o enviado especial norte-americano Steve Witkoff. Contudo, exigiu receber informações sobre os desdobramentos das conversas entre Kiev e Washington.
Trump mostrou os dentes, mas morder mesmo ele não fez. Se não resolver essa questão da Venezuela rápido vai virar chacota.