Nicolas Sarkozy afirmou que seus dias na prisão foram “duros e extenuantes”. O ex-presidente francês falou por videoconferência ao Tribunal de Apelação de Paris, que aprovou seu pedido de liberdade condicional. A decisão foi dada nesta segunda-feira, 10.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Receba nossas atualizações
O político está há 20 dias detido por associação criminosa. Desde 21 de outubro, ele cumpre pena em regime de isolamento na prisão de La Santé, em Paris. Dois policiais ocupam a cela ao lado, medida tomada para garantir a segurança do ex-chefe de Estado.
Durante o depoimento, Sarkozy agradeceu aos agentes penitenciários por tornarem “suportável o pesadelo” que enfrenta desde a detenção. O advogado Christophe Ingrain afirmou que manter o cliente preso representa uma “ameaça”, enquanto a promotoria se manifestou favorável à soltura, desde que haja controle judicial. A cantora Carla Bruni e dois filhos do ex-presidente acompanharam a audiência no tribunal.
Condenação e próximos passos de Sarkozy
O ex-presidente foi condenado por participar de um esquema de financiamento ilegal ligado à Líbia, de Muammar Gaddafi, morto em 2011. A Justiça entendeu que aliados de Sarkozy buscaram recursos no país africano para bancar a campanha de 2007, embora não tenha sido provado que o dinheiro chegou a uso eleitoral.
A sentença determinou a prisão imediata, antes do julgamento do recurso, o que gerou críticas. O novo julgamento está previsto para a segunda metade de março de 2026. Por ter 70 anos, Sarkozy pôde pedir liberdade condicional no dia da prisão. Agora, ele cumprirá a pena em casa, monitorado por tornozeleira eletrônica.
O caso atual soma-se a outras duas condenações: uma por corrupção e tráfico de influência e outra por irregularidades na campanha presidencial de 2012. O ex-presidente ainda responde a outros processos.
Leia também: “O simbolismo por trás dos livros que Sarkozy levou para a prisão”
França prende manifestantes que interromperam concerto da Orquestra de Israel em Paris
França condiciona acordo Mercosul-UE a garantias para agricultores
no coments