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Serviço Secreto dos EUA realoca agentes da segurança de Biden para Trump

De acordo com o jornal The New York Times, apesar de incomum, o manejo foi viável pela redução da agenda do atual presidente

Donald Trump e Joe Biden, lado a lado, em alusão à matéria do Serviço Secreto
Joe Biden desistiu da reeleição à Presidência dos EUA; Trump concorre com Kamala Harris ao cargo | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Depois do atentado a tiros no dia 13 de julho deste ano, o Serviço Secreto dos EUA aumentou a proteção do ex-presidente e candidato do Partido Republicano, Donald Trump. Para isso, o órgão realocou, temporariamente, parte da equipe de segurança do atual presidente, Joe Biden (Partido Democrata), para a função. A informação é do jornal The New York Times, veiculada nesta quinta-feira, 15.

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O reforço na segurança de Trump incluiu várias medidas, entre elas a transferência de parte da equipe de proteção de Biden. A decisão teve permissão do Serviço Secreto devido à crescente ameaça de violência contra o republicano e à diminuição das viagens de Biden, desde que este desistiu da reeleição.

Redistribuição dos agentes do Serviço Secreto

Um funcionário do Serviço Secreto, que pediu ao jornal anonimato, afirmou que a redistribuição de agentes de um presidente para um candidato é rara. No entanto, a combinação da ameaça crescente a Trump, com a redução das viagens de Biden, justificou a medida.

+ Relembre o atentado contra Donald Trump

Além de aumentar o número de agentes, o Serviço Secreto providenciou itens com vidro balístico para futuros comícios de Trump ao ar livre. A medida visa a aumentar a proteção contra possíveis ataques.

Atentado a Trump e reações à medida

Agente do Serviço Secreto retiraram Trump do palco, depois do atentado
Agente do Serviço Secreto retiraram Trump do palco depois do atentado | Foto: Reprodução/X/Twitter

A Casa Branca e a campanha de Trump se recusaram a comentar o assunto quando questionadas pelo The New York Times.

Leia também: “Tiros na democracia”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 226 da Revista Oeste

No dia 23 de julho, a então diretora do Serviço Secreto dos EUA, Kimberly Cheatle, renunciou ao cargo, um dia depois de ser questionada por membros da Câmara dos Deputados sobre a atuação da agência no atentado a Trump.

Durante a audiência, Kimberly admitiu que a tentativa de assassinato do ex-presidente no dia 13 de julho é o fracasso operacional mais significativo do órgão em décadas.

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