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Site de órgão eleitoral da Venezuela está fora do ar devido a 'ataque'

Depois da reeleição do ditador Nicolás Maduro, houve uma invasão cibernética ao portal do Conselho Nacional Eleitoral; incidente aumentou suspeitas sobre legitimidade do pleito

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, observa fiscais enquanto vota durante a eleição presidencial em Caracas - 28/7/2024 | Foto: Fausto Torrealba/Reuters
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, observa fiscais enquanto vota durante a eleição presidencial em Caracas - 28/7/2024 | Foto: Fausto Torrealba/Reuters

O site do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela permanece fora do ar quase nove horas depois de um ataque cibernético ao sistema do órgão federal. Controlado pelo governo, o CNE anunciou oficialmente o resultado do pleito que teria levado o ditador Nicolás Maduro à reeleição, neste domingo, 28.

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Presidente do conselho, Elvis Amoroso revelou que, depois do anúncio da vitória de Maduro, um ataque ao sistema de transmissão de dados causou atrasos na contagem dos votos. Desde então, o site do órgão continua inacessível.

Governo chama ataque a órgão eleitoral de terrorismo

Amoroso descreveu a invasão como um ato de terrorismo e prometeu investigações. Ele não forneceu detalhes adicionais.

Em coletiva de imprensa, a oposição denunciou irregularidades no processo eleitoral. Os opositores alegam dificuldades para acessar as atas impressas das zonas eleitorais e dizem que só conseguiram reunir 40% dos documentos de todo o país.

+ MST e movimentos de esquerda do Brasil parabenizam ditador Nicolás Maduro por vitória

De acordo com o CNE, Maduro foi reeleito com 51,2% dos votos e deve governar por mais seis anos. Enquanto isso, a oposição garante que Edmundo González venceu, com ao menos 70%.

Em suas redes sociais, o ditador Nicolás Maduro publicou o vídeo do momento do seu voto. Ele alega que o sistema eleitoral da Venezuela é o mais seguro e transparente do mundo. Assista ao vídeo abaixo:

Reações internacionais

O presidente do CNE afirmou que 80% das urnas foram apuradas e que o resultado parcial era irreversível, o que confirmou a vitória de Maduro.

Autoridades internacionais dos Estados Unidos e da União Europeia veem indícios de fraude e se recusaram a reconhecer Maduro como vencedor. Por outro lado, líderes de Rússia, Bolívia e Cuba parabenizaram o ditador, que segue para o seu terceiro mandato.

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