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Sobrevivente em queda de avião na Índia desafia as estatísticas; 'Não sei como saí'

Sentado na parte dianteira, homem escapou pela porta de emergência

“Não sei como saí desse avião”, disse o único sobrevivente do acidente aéreo na Índia. Antes de decolar, Viswash avisou ao pai por telefone que o voo partiria em breve. Pouco depois, ligou novamente, por vídeo, relatando a queda | Foto: Reprodução/Twitter/X
“Não sei como saí desse avião”, disse o único sobrevivente do acidente aéreo na Índia. Antes de decolar, Viswash avisou ao pai por telefone que o voo partiria em breve. Pouco depois, ligou novamente, por vídeo, relatando a queda | Foto: Reprodução/Twitter/X

Vishwash Kumar Ramesh, de 40 anos, sobreviveu ao acidente aéreo que matou pelo menos 274 pessoas na Índia nesta quinta-feira, 12 (241 a bordo e 33 vítimas no solo). Ele estava sentado na poltrona 11A, à frente das asas, e escapou pela saída de emergência. O desfecho contraria principalmente uma máxima estatística em acidentes aéreos: a localização dos sobreviventes e sua consequente relação com a taxa de mortalidade.

Estudos e especialistas apontam que os assentos na parte traseira dos aviões oferecem maior chance de sobrevivência em caso de impacto. Isso decorre sobretudo do fato de que a maioria dos acidentes ocorre a partir de uma colisão frontal.

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Índia: taxa de mortalidade é de 38% nos assentos dianteiros

Em 2015, uma análise da revista americana TIME, com base em 35 anos de dados da Agência Federal de Aviação dos EUA (FAA), concluiu que a taxa de mortalidade era de 32% para passageiros na traseira do avião. Entre os que estavam no meio da cabine, o índice subia a 39%. Já quem viaja na frente, a taxa é de 38%. O estudo identificou do mesmo modo que os assentos centrais nas fileiras traseiras apresentavam o menor risco: 28%.

Um experimento que uma equipe de TV conduziu em 2012 reforçou essa conclusão. Com apoio de pesquisadores, o trabalho consistiu em derrubar um Boeing 727-200 intencionalmente no deserto do México com manequins distribuídos por toda a cabine. A aeronave se partiu com o impacto, permitindo assim avaliar os danos em diferentes regiões.

Os manequins que estavam na cauda ficaram quase intactos. Os que estavam na frente da aeronave sofreram danos severos ou fatais. Já os localizados na região das asas teriam sobrevivido, apesar dos ferimentos graves.

Proximidade da saída aumentou chances de sobrevivência

Embora estivesse à frente das asas, Vishwash Kumar tinha um fator a seu favor: a proximidade de uma saída de emergência. Um estudo da Universidade de Greenwich concluiu, em 2008, que passageiros próximos a essas saídas têm maior probabilidade de escapar com vida em acidentes.

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3 comentários
  1. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    A tipica analise sem fundamentos. Seria o mesmo que tentar avaliar a probalidade de um raio fulminar um comunista durante uma tormenta na cidade.

    1. Clarissa Franchi Battistin
      Clarissa Franchi Battistin

      Claro que há fundamentos, foi apresentado dados e estatísticas.

  2. Manoel
    Manoel

    Após assistir os vídeos disponíveis, a única explicação que encontro: não era sua vez

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