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Submarino que implodiu: 'Recuperar restos mortais é impossível'

De acordo com oceanógrafo da Uerj, a morte das cinco vítimas foi 'instantânea'

O submarino Titan, da OceanGate, tentava alcançar os destroços do Titanic quando implodiu | Foto: Reprodução/Instagram/Oceangate
O submarino Titan, da OceanGate, tentava alcançar os destroços do Titanic quando implodiu | Foto: Reprodução/Instagram/Oceangate

É impossível recuperar os restos mortais dos cinco homens que morreram no submarino Titan, que implodiu ao tentar alcançar os destroços do Titanic no fundo do Oceano Atlântico, de acordo com o oceanógrafo David Zee. A informação foi publicada no jornal O Globo na quinta-feira 22.

Entre os tripulantes que morreram no submersível estavam o bilionário britânico, empresário e aviador Hamish Harding, o magnata paquistanês Shahzada Dawood e seu filho, Sulaiman. O ex-comandante da Marinha francesa e maior especialista no naufrágio do Titanic, Paul-Henry Nargeolet, também estava a bordo. E, além deles, o empresário norte-americano e fundador da OceanGate, empresa responsável pelo passeio subaquático, Stockton Rush, estava no submarino que implodiu em busca do Titanic.

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David Zee é oceanógrafo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ele explicou que, devido à enorme pressão do lado de fora, “a morte é instantânea”. “Seria muito difícil encontrar restos mortais”, disse Zee.

Guarda-Costeira dos Estados Unidos não tem plano claro para recuperar os restos mortais dos tripulantes do submarino que implodiu em busca do Titanic

submarino titanic implodiu
Hamish Harding escreve seu nome na bandeira da missão do submarino Titan, que implodiu enquanto tentava alcançar os destroços do Titanic | Foto: Reprodução/Instagram/actionaviationchairman

“Os destroços do submarino têm uma densidade maior, podem permanecer por um tempo no local, mas com a correnteza os restos humanos já devem ter sido levados para longe”, completou o oceanógrafo.

Alguns detritos do submarino Titan, como seu cone de cauda, foram encontrados no fundo do oceano na manhã de quinta-feira 22. Eles foram descobertos a cerca de 1,6 mil pés da proa do Titanic, segundo o contra-almirante John Mauger, da Guarda-Costeira dos Estados Unidos. 

“É um ambiente incrivelmente implacável lá no fundo do mar” disse Mauger em entrevista coletiva. A Guarda-Costeira dos Estados Unidos revelou não ter um plano claro para resgatar os restos mortais das vítimas.

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