O clima de tensão entre Estados Unidos (EUA) e Irã aumentou depois de ameaças recentes do presidente norte-americano, Donald Trump. O líder advertiu sobre a possibilidade de uma ofensiva militar de grandes proporções caso Teerã não aceite as demandas impostas por Washington.
As exigências incluem a suspensão do enriquecimento de urânio, ação ligada ao programa nuclear, a limitação no arsenal de mísseis balísticos e o fim do apoio a grupos aliados no Oriente Médio.
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O envio do porta-aviões Abraham Lincoln, acompanhado de bombardeiros e caças, sinaliza uma demonstração de força dos EUA na região, que posicionam equipamentos militares a uma distância estratégica do território iraniano.
Trump chegou a comparar essa mobilização ao reforço militar realizado na Venezuela, pouco antes da captura do então ditador Nicolás Maduro no início de janeiro.
Exigências dos EUA e resposta internacional

Embora tenha falado em uma “enorme armada”, Trump não detalhou publicamente os termos do acordo esperado com o Irã. Autoridades norte-americanas e europeias confirmaram que as três principais exigências envolvem questões nucleares, restrições militares e a suspensão de apoio a grupos como Hamas, Hezbollah e houthis.
Não houve menção, nas últimas declarações, à proteção dos manifestantes iranianos, apesar de promessas anteriores de apoio feitas por Trump.
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O número de mortos nos protestos no Irã permanece controverso. O regime local afirma ter registro de 3.117 vítimas, enquanto organizações de direitos humanos estimam que entre 3,4 mil e 6,2 mil pessoas faleceram. Esse número pode crescer quando o acesso à internet voltar à normalidade no país.
Infraestrutura nuclear e retórica diplomática

Desde a operação militar realizada por EUA e Israel em junho, que destruiu instalações nucleares em Natanz, Fordo e Isfahan, a infraestrutura nuclear iraniana foi enfraquecida. Apesar de Trump afirmar que o programa foi “aniquilado”, relatórios oficiais dos EUA sugerem apenas uma significativa degradação das capacidades nucleares do Irã.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou, em entrevista, que “nossa posição é que a diplomacia não pode ser eficaz e produzir resultados por meio de ameaças militares”. Ele ressaltou que qualquer negociação precisa ocorrer sem imposições nem ameaças.
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Araghchi negou contatos recentes com representantes norte-americanos e afirmou que Teerã não buscou negociar nos últimos dias.






































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