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• O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4,1 mil, conforme anunciado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, na noite desta sexta-feira, 10 de julho de 2026.
• Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, causaram 16,7 mil feridos e cerca de 18 mil desabrigados, principalmente no Estado de La Guaira.
• O Brasil está preparando uma nova fase de ajuda humanitária, enquanto a ONU busca arrecadar US$ 296 milhões para apoiar 1,3 milhão de pessoas afetadas.
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4,1 mil. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, divulgou o novo balanço na noite desta sexta-feira, 10. O país também registra 16,7 mil feridos e aproximadamente 18 mil desabrigados.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, provocaram destruição principalmente no Estado de La Guaira, onde dezenas de edifícios desabaram. O desastre é considerado um dos mais graves da história recente da Venezuela.
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Brasil prepara nova fase de ajuda à Venezuela
O governo brasileiro prepara uma nova etapa da assistência humanitária à Venezuela. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que a nova fase da operação deverá priorizar o atendimento às demandas apresentadas pelo governo venezuelano.
A expectativa é ampliar a cooperação na recuperação da infraestrutura e na assistência às famílias afetadas.
A primeira missão enviada pelo Brasil mobilizou equipes de busca e resgate, hospital de campanha, medicamentos, insumos e voos da Força Aérea Brasileira. O Corpo de Bombeiros de São Paulo também enviou equipes para ajudar no resgate da vítimas.
Os profissionais também atuaram no transporte de suprimentos e no atendimento às vítimas nas áreas mais atingidas.
ONU busca recursos para ajuda humanitária
Diante da dimensão da tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou um apelo para arrecadar US$ 296 milhões, cerca de R$ 1,6 bilhão.
A ONU pretende destinar o valor às operações de ajuda humanitária na Venezuela. Segundo a organização, os recursos devem atender cerca de 1,3 milhão de pessoas ao longo dos próximos seis meses.
Leia também: “Venezuela recorre ao rei Charles III para destravar ouro bloqueado em Londres”
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também voltou a pedir a liberação de ativos venezuelanos bloqueados no exterior. Segundo ela, o governo usaria o montante para financiar a reconstrução das áreas afetadas pelos terremotos.
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