The New York Times se tornou propagador de fake news, defende autor inglês

Para Douglas Murray, editor liberal da revista The Spectator, veículo de mídia foi cooptado por princípios meramente da esquerda
-Publicidade-
Sede do The New York Times, em Nova Iorque, nos Estados Unidos | Foto: REPRODUÇÃO/NIEMAN LAB
Sede do The New York Times, em Nova Iorque, nos Estados Unidos | Foto: REPRODUÇÃO/NIEMAN LAB | Sede do The New York Times, em Nova Iorque, nos Estados Unidos | Foto: REPRODUÇÃO/NIEMAN LAB

Para Douglas Murray, editor liberal da revista The Spectator, The New York Times foi cooptado por princípios meramente da esquerda

Times Hong Kong
Sede do jornal em Nova York | Foto: tacskoo/Pixabay

Em artigo publicado essa semana, o autor britânico e editor associado da revista britânica The Spectator, Douglas Murray, criticou o viés ideológico que vem sendo adotado pelo jornal americano The New York Times. Para ele, ao mesmo tempo em que publicações tradicionais criticam notícias falsas são esses os principais meios de veiculação das chamadas fake news.

-Publicidade-

Crise da imprensa: Ex-editora do ‘NYT’ denuncia parcialidade e censura no jornal

Para o escritor, publicações como o Times “acabam sendo os maiores fornecedores sobre o que reclamam”. “E os jornalistas em campanha, imaginando que estão agindo em nome da decência, acabam se comportando tão indecentemente que intimidam uma minoria, discordando da opinião de suas fileiras (em tradução livre)”, critica Murray.

Registro

Segundo Murray, por várias décadas, o Times foi considerado uma espécie de registro histórico da América. Contudo, para ele, ao calar as chamadas vozes liberais, a publicação perdeu a pluralidade de pensamento, tornando-se, essencialmente, “um órgão de opinião para determinadas posições políticas (em tradução livre)”. “Você pode ter apreciado alguns aspectos do jornal mais do que outros, mas era uma publicação confiável; necessária até. Entretanto, com o tempo, seus relatórios e artigos tornaram-se pouco confiáveis ​​e suas páginas de comentários, monótonas. O jornal tornou-se cada vez mais ilegível”, descreveu o escritor.

A crítica ocorreu após a divulgação do pedido de demissão da ex-editora do jornal The New York Times Bari Weiss. Segundo ela, o veículo fugiu dos princípios editoriais que, por anos, tornaram o jornal um bastião da democracia e da pluralidade de ideias. Já a revista The Spectator é uma das mais tradicionais publicações da Inglaterra. Foi publicada pela primeira vez em 6 de julho de 1828.

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

5 comentários Ver comentários

  1. O processo está se repetindo aqui, guardadas as devidas proporções. A Folha de São Paulo é o melhor exemplo: acabou. O Globo vai pelo mesmo caminho: está sendo exaurido pelos blogueiros de lá. Em pouco tempo, não teremos mais jornalismo, apenas panfletos monotemáticos e obtusos.

  2. Infelizmente, para os americanos, o NYT está se tornando a Folha de S. Paulo deles. Lá como cá, redações e editorias tomadas pela ideologia esquerdopata. Lastimável!

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.