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Trump comenta ausências na Cúpula das Américas

Brasil, México e Colômbia não participaram da reunião no último fim de semana

O presidente dos EUA, Donald Trump: tensão aumenta no Oriente Médio | Foto: Reprodução/X
Durante a reunião, os participantes formaram uma coalizão com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas na América Latina | Foto: Reprodução/X

Lideranças latino-americanas participaram da Cúpula Escudo das Américas no último fim de semana, na Flórida, enquanto Brasil, México e Colômbia estiveram ausentes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira 11, que acredita que os chefes de Estado desses três países receberam convite para o encontro, mas decidiram não comparecer.

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“Acho que eles foram convidados, talvez não tenham vindo”, afirmou Trump, quando questionado sobre a ausência dos três países. “Eu me dou muito bem com eles.”

O evento reuniu presidentes de nações com governos alinhados à direita, como Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Paraguai e Chile.

Coalizão contra o tráfico de drogas

Durante a reunião, os participantes formaram uma coalizão com o objetivo de combater o tráfico internacional de drogas na América Latina.

Apesar das declarações de Trump, nem o governo brasileiro nem o norte-americano confirmaram se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu convite formal para participar do encontro.

Colômbia e México, atualmente liderados por políticos de esquerda, também não estiveram presentes na cúpula.

A Casa Branca descreve os membros do grupo como os aliados mais fortes e com ideais alinhados no hemisfério.

A coalizão atuará em conjunto para impedir a interferência estrangeira, conter o avanço de cartéis narcoterroristas e frear a imigração ilegal em massa.

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A cúpula representa uma atualização da Doutrina Monroe, que visa a afastar as nações vizinhas da esfera de influência de Pequim.

O governo de Donald Trump frequentemente se refere ao continente como o “pátio dos Estados Unidos” e demonstra preocupação com a expansão chinesa.

Um relatório recente do Congresso norte-americano alertou sobre o uso militar de bases aeroespaciais chinesas na América do Sul, incluindo o Brasil.

A reunião de sábado 7 culminou na assinatura da “Carta de Doral”, documento que defende o direito dos povos do hemisfério de determinarem seus destinos sem interferências externas.

Leia também: “A fúria épica de Trump”, artigo de Miriam Sanger, publicado na Edição 312 da Revista Oeste

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