O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira, 19, que o grupo terrorista Hamas vai acabar entregando suas armas por medo de represálias. Além disso, o chefe da Casa Branca voltou a ameaçar o Irã, em relação à capacidade nuclear, e disse que Washington tomará decisões sobre o país asiático em cerca de dez dias. Nesse sentido, deu a entender que haverá a incursão militar.
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Trump disse que “descobriria mais sobre o Irã em cerca de dez dias”. “Temos algum trabalho a fazer no Irã”, enfatizou. “Eles não podem ter uma arma nuclear.”
As declarações, relata a agência de notícias Reuters, foram feitas na primeira reunião do Conselho de Paz criado pelos EUA, iniciativa que pretende definir o futuro da Faixa de Gaza depois do cessar-fogo.
Trump disse acreditar que o Hamas vai cumprir a promessa de se desarmar. Segundo ele, se isso não ocorrer, a resposta será dura. “Eles dizem que não têm medo de morrer, mas têm”. O presidente norte-americano também declarou que a guerra em Gaza acabou, embora ainda existam focos isolados de tensão.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi direto ao defender o projeto norte-americano de criar o conselho: não há outro caminho. Segundo ele, abandonar a iniciativa significaria retomar os combates. “O plano B é voltar à guerra. Ninguém quer isso.”
O Conselho de Paz reúne representantes de dezenas de países e discute temas centrais para o pós-guerra: desarmamento do Hamas, reconstrução do território palestino, envio de ajuda humanitária e criação de um novo sistema de segurança em Gaza.
Trump afirmou que aliados dos EUA já destinaram US$ 7 bilhões para assistência e reconstrução, enquanto Washington vai contribuir com US$ 10 bilhões. Esses recursos devem formar um fundo internacional para reconstruir a região, devastada pela guerra.
O presidente dos EUA afirmou ainda que o novo conselho acompanhará o funcionamento da Organização das Nações Unidas (ONU) para garantir, segundo ele, maior eficiência e financiamento ao organismo. Trump disse que não busca reconhecimento pessoal. “Não me importo com o Nobel”, afirmou. “Quero salvar vidas.”
A iniciativa, porém, é alvo de controvérsia. O grupo inclui Israel, mas não tem representantes palestinos, o que gera críticas e dúvidas sobre sua legitimidade. Há também receio entre diplomatas de que a nova estrutura reduza o papel tradicional da ONU na mediação internacional.
Autoridades norte-americanas afirmam que vários países estudam enviar tropas para uma força internacional destinada a manter a estabilidade em Gaza. O envio depende diretamente da entrega das armas pelo Hamas, um dos principais entraves do plano.
Trump fala sobre o Irã e sobre os planos para Gaza
A segurança em Gaza, o treinamento de forças locais e a distribuição de ajuda humanitária continuam sem solução clara. Também não está definido quem negociará diretamente com o Hamas, já que Israel mantém desconfiança em relação a possíveis mediadores, como Catar e Turquia.
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Países como Jordânia, Egito, Hungria, Grécia, Albânia, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Mongólia, Marrocos e Emirados Árabes aceitaram integrar o conselho.
Representantes de dezenas de países participaram do encontro, além da União Europeia. Potências com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, como França, Reino Unido, Rússia e China, ficaram de fora.
Entre os nomes envolvidos na iniciativa está o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que deve assumir papel relevante no conselho.
Apesar do discurso otimista de Washington, o plano ainda enfrenta obstáculos políticos, militares e diplomáticos. Dessa forma, o sucesso da proposta depende, principalmente, da desmilitarização do Hamas e da estabilização efetiva do território palestino.
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