Em discurso no Parlamento de Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou o fim de uma “era de terror”. Na fala desta segunda-feira, 13, ele afirmou que o acordo de paz entre Hamas e Israel marca o “histórico alvorecer de um novo Oriente Médio”.
Durante a participação, Trump destacou o papel dos armamentos como fator decisivo no combate. “Foi isso que levou à paz”, declarou. De acordo com um levantamento da Universidade Brown, os Estados Unidos teriam providenciado à Israel o equivalente a US$ 21 bilhões em armamento.
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Trump também reforçou o conceito de peace through strength, ou “paz pela força”, em tradução livre. A expressão, popular nos EUA, diz que o poder militar é a melhor forma de impedir agressões de outros países. Desta maneira, a demonstração de força bélica é vista como a principal garantia para o fim das guerras.
“Temos as melhores armas e temos muitas delas. Francamente, já entregamos várias a Israel”, disse o republicano. Em tom descontraído, contou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, costumava ligar pedindo novos equipamentos. “Nunca ouvi falar de alguns deles”, brincou.
Antes de discurso, Trump falou sobre enviar mísseis à Ucrânia
Antes de se pronunciar em Israel, Trump conversou com jornalistas a bordo do avião presidencial, o Air Force One. Ele foi questionado sobre a possibilidade de apoiar o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“Talvez eu diga: ‘Escute, se esta guerra não terminar, vou enviar Tomahawks para eles [ucranianos]’”, afirmou. O sistema de mísseis citado é capaz de atingir alvos a mais de mil quilômetros de distância e alcança velocidade de até 885 km/h.
Nos últimos meses, Trump tem avaliado a venda desse armamento ao governo ucraniano. No entanto, afirmou que só concretizará a transação se Moscou não encerrar o conflito. “Os Tomahawks representam um novo passo na agressão”, declarou.
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O presidente russo, Vladimir Putin, já disse publicamente que a venda de armas norte-americanas à Ucrânia provocaria “uma nova escalada” e prejudicaria as relações entre Washington e Moscou.
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