Neste domingo, 12, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que Washington busca “ajudar a China, não prejudicá-la”.
“Não se preocupem com a China, tudo ficará bem”, disse. “O respeitado presidente Xi Jinping acabou de passar por um momento difícil”, escreveu o republicano, em seu perfil na rede Truth Social. “Ele não quer uma depressão para seu país, e eu também não”.
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Dois dias antes, o governo dos Estados Unidos havia anunciado a aplicação de tarifas extras de 100% sobre produtos chineses. A medida foi apresentada como reação a restrições impostas por Pequim à exportação de terras raras, insumos essenciais para setores de tecnologia e defesa.
Depois do anúncio, os mercados globais mostraram sinais de instabilidade. O ouro valorizou-se pela oitava semana consecutiva. No Brasil, o dólar ultrapassou R$ 5,50 na sexta-feira 10, refletindo o impacto do cenário internacional.
Especialistas avaliam que a medida de Trump representa uma escalada significativa na disputa comercial, podendo afetar cadeias globais de suprimentos e gerar tensão nos mercados internacionais. A imposição de tarifas adicionais e a restrição a softwares estratégicos indicam um endurecimento das políticas de comércio e tecnologia dos EUA diante de Pequim.
A decisão de Trump mantém o foco em controlar importações chinesas e exercer pressão sobre o governo chinês, enquanto a comunidade internacional monitora possíveis impactos sobre exportações, preços de produtos e investimentos.
China reage às novas tarifas de Trump: “Hipocrisia”

O regime de Xi Jinping acusou os Estados Unidos de “hipocrisia” por estabelecerem tarifas de 100% sobre produtos chineses. A nota veio do Ministério do Comércio de Pequim, neste domingo, 12, que também prometeu reagir às medidas do presidente Donald Trump.
Dois dias antes, Trump havia criticado a decisão chinesa de ampliar o controle sobre a exportação de terras raras. Logo depois, anunciou que os EUA dobrariam a tarifa sobre importações da China. A medida começa a valer em 1º de novembro.
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Em nota oficial, a ditadura chinesa reagiu. “Ameaçar impor tarifas altas a qualquer momento não é a forma correta de lidar com a China”, escreveu o regime. “Nossa posição sobre guerras tarifárias é consistente: não queremos brigar, mas não temos medo de brigar.”
Pequim classificou os controles sobre terras raras como legítimos. O país lidera o processamento global desses insumos e começou a exigir que empresas estrangeiras sigam as regras chinesas ao utilizar os materiais. Mais de 90% dos ímãs de terras raras usados no mundo vêm da China.
Na quinta-feira 9, a ditadura de Xi Jinping acrescentou cinco novos elementos à lista de exportações controladas e apertou o cerco sobre semicondutores. A medida ampliou a tensão comercial entre os dois países, que haviam suspendido temporariamente a guerra de tarifas no início do ano.
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