Em seu perfil exclusivo para publicações em português no X, o governo dos Estados Unidos postou um aviso ao mundo. “Não brinque com o presidente Trump”, diz a mensagem. “Se você não sabia, agora sabe”, alerta no fim do texto.
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A mensagem foi publicada neste sábado, 3, mesmo dia da captura do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. A publicação replica uma fala de Marco Rubio, secretário do Departamento de Estado dos EUA, sobre a operação. O texto aparece como legenda de uma fotografia dele ao lado de Donald Trump, presidente norte-americano, e do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto da Casa Branca. A imagem mostra o trio acompanhando, remotamente, a ação.
Ditadura na Venezuela
A Casa Branca acusa o agora ex-ditador venezuelano de liderar o Cartel de los Soles. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, trata-se de uma organização narcoterrorista formada pela cúpula do regime e que mantém laços com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O governo Trump atribui aos dois grupos operações de tráfico de drogas ilícitas para dentro do território norte-americano. Além disso, pesam sobre o regime venezuelano denúncias de fraudes eleitorais e desrespeito aos direitos humanos.
O presidente Trump é um homem de ação.
— USA em Português (@USAemPortugues) January 3, 2026
Se você não sabia, agora sabe. pic.twitter.com/ZDexE47lkK
Uma Missão de Apuração de Fatos da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que a Guarda Nacional Bolivariana da Venezuela (GNB) — criada pela ditadura — cometeu violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade ao longo de mais de uma década, ao perseguir opositores políticos. Na lista de abusos estão detenções arbitrárias, tortura e violência sexual.
“Os fatos que documentamos demonstram o papel da GNB em um padrão de repressão sistemática e coordenada contra opositores ou pessoas percebidas como tal, que se estende por mais de uma década”, afirmou Marta Valinas, chefe do grupo de investigação da ONU, no fim de 2025.
Em outubro do mesmo ano, Marina Corina Machado, líder da oposição à ditadura bolivariana, foi anunciada como laureada com o Prêmio Nobel da Paz. A escolha se deu por seu “trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, informaram os organizadores do prêmio. Em julho de 2024, o regime a impediu de concorrer às eleições presidenciais venezuelanas.
“A Venezuela se transformou de um país relativamente democrático e próspero em um Estado autoritário e brutal, que agora sofre uma crise humanitária e econômica”, escreveu o comitê do Nobel no anúncio da escolha. “A maioria dos venezuelanos vive em extrema pobreza, enquanto uma minoria no topo da pirâmide enriquece. A máquina violenta do Estado se volta contra os próprios cidadãos. Quase 8 milhões de pessoas deixaram o país. A oposição tem sido sistematicamente reprimida por meio de fraude eleitoral, processos judiciais e prisões.”
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