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Trump nomeia crítico de Moraes para cargo referente ao Brasil

Darren Beattie chamou ministro de 'arquiteto da censura e perseguição a Bolsonaro'

Darren Beattie falando com os participantes do Student Action Summit de 2020, no Centro de Convenções do Condado de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, EUA (21/12/2020) | Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons
Darren Beattie falando com os participantes do Student Action Summit de 2020, no Centro de Convenções do Condado de Palm Beach, em West Palm Beach, Flórida, EUA (21/12/2020) | Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons

O governo Donald Trump nomeou Darren Beattie, assessor crítico à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para um cargo voltado à política dos Estados Unidos para o Brasil. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira, 27.

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Beattie preside o Instituto de Paz, órgão financiado pelo Congresso norte-americano voltado à resolução de conflitos internacionais. Ele também já atuou como redator de discursos na Casa Branca e como assessor de políticas públicas, além de ter lecionado teoria política na Universidade de Duke e na Universidade Humboldt, em Berlim.

O ministro do STF Alexandre de Moraes: relatoria sem sorteio | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
O ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Um crítico de Moraes na Casa Branca

Beattie já vinha se manifestando publicamente sobre o cenário político brasileiro. Em julho de 2025, afirmou que as sanções impostas pelos EUA a Moraes “deixam claro que o presidente Trump leva a sério o complexo de censura e perseguição no Brasil” e acrescentou que “aqueles que foram cúmplices das violações de direitos humanos de Moraes devem tomar nota”.

As sanções mencionadas foram aplicadas com base na Lei Global Magnitsky, legislação norte-americana que permite impor sanções econômicas e restrições de visto a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Moraes esteve incluído na lei entre julho e dezembro de 2025.

Em agosto, ele afirmou que Moraes é “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição dirigido contra Bolsonaro e seus apoiadores”. Moraes presidiu o inquérito que resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.

No mês seguinte, Beattie voltou a se pronunciar. Em mensagem publicada em seu perfil oficial na rede social X, escreveu: “Estamos acompanhando os acontecimentos no Brasil, particularmente os acontecimentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, muito de perto”.

Leia também: “A América sempre reage”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 242 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Acredito que a casa já caiu para Tofolli e para Alexandre de moraes já está condenada

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