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Trump pede afastamento de juíza em processo sobre interferência nas eleições

Advogados do ex-presidente dos Estados Unidos alegam 'parcialidade' da magistrada

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Trump pede afastamento de juíza (à esquerda) nos EUA | Foto: Foto: Reprodução/Twitter/@ReallyAmerican1

Na terça-feira 11, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump pediu a suspeição da juíza Tanya Chutkan, responsável pelo caso no qual ele é acusado de interferir nas eleições de 2020.

Os advogados de Trump alegam que a magistrada deveria se afastar do processo visto suas declarações no passado acerca do ex-presidente. Segundo a defesa do republicano, tais afirmações demonstrariam a parcialidade de juíza.

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“Em relação a outros casos, a juíza sugeriu que o presidente Trump deveria ser processado e preso”, disseram os advogados do ex-presidente. “Tais declarações, feitas antes da abertura deste caso e sem o devido processo, são inerentemente desabonadoras.”

“Embora possa ter a genuína intenção de dar ao presidente Trump um julgamento justo, suas declarações públicas inevitavelmente mancham esses procedimentos, independentemente do resultado”, acrescentaram os advogados do ex-presidente.

Leia também: “A verdade por trás do autoritarismo”, artigo de Jeffrey A. Tucker publicado na edição 181 da Revista Oeste

Pedido de Trump para afastar juíza pode terminar sem sucesso

Juristas consideraram improvável que o pedido de suspeição prospere, pois caberia à própria Tanya aceitar voluntariamente o seu afastamento do caso.

A juíza marcou o início do julgamento de Trump para 4 de março de 2024. O ex-presidente é acusado de conspirar para reverter os resultados das eleições presidenciais de 2020, quando foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

Favorito para conseguir a indicação presidencial republicana em 2024, Trump declarou-se inocente das acusações.

Leia também: “Trump: desde foto do fichamento, campanha arrecada R$ 35 milhões”

Em seu pedido de suspeição da magistrada, os advogados de Trump citaram os comentários proferidos por ela em sentenças contra partidários do ex-presidente acusados de invadir o Capitólio, em janeiro de 2021.

Na decisão de outubro de 2022, contra uma mulher por sua participação no ataque, a juíza descreveu a ação no Capitólio como “uma tentativa violenta de derrubar o governo”.

Em uma aparente alusão a Trump, Tanya também disse que a mulher estava inspirada pela “lealdade cega a uma pessoa que, certamente, continua livre nos dias atuais”.

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