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Trump promoveu uma limpeza administrativa nos EUA

Ordem do presidente norte-americano tirou o país de dezenas de acordos que violavam a soberania do país

Trump observa o Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, DC, EUA - 30/1/2026 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters
Trump observa o Salão Oval, na Casa Branca, em Washington, DC, EUA - 30/1/2026 | Foto: Kevin Lamarque/Reuters

Impossível não comentar os efeitos da Ordem Administrativa 14.199 emitida pelo governo dos EUA na atual administração do presidente Donald. J. Trump, cujo teor principal sobre a geração de energia e exploração mineral abordamos em matéria especial, em 2025. Ademais, em sua visita à reunião do Fórum Econômico Mundial de 2026, Trump novamente alfinetou todos que apoiam a fraude da “transição energética”, chamando-os de estúpidos. Assim, a execução da ordem simplesmente deu prosseguimento em retirar os EUA de 66 organizações internacionais classificadas como “perdulárias, ineficazes e prejudiciais”. Mais de 30 delas ligadas diretamente à Organização das Nações Unidas (ONU), onde muitas englobam atividades de interferência totalmente inúteis dos burocratas ambientais-climáticos progressistas globais.

O memorando presidencial nomeado como “Retirar os Estados Unidos de Organizações, Convenções e Tratados Internacionais que sejam contrários aos interesses dos Estados Unidos” foi emitido no dia 7 de janeiro de 2026 e dá as justificativas para as providências de cumprimento da OA14199 que foi divulgada em 4 de fevereiro de 2025. Na Seção 11 daquele documento, o presidente lembra que ordenou a retirada do país, encerrando o financiamento de determinadas organizações pertencentes à ONU, além de revisar o apoio dado a várias outras organizações internacionais, não importando sua origem.

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A OA14199 dava instruções ao secretário de Estado, Marco Rubio, para que procedesse a uma criteriosa revisão da participação do país em organizações intergovernamentais, como é o caso do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas que faz ponte com a ONU pelo Quadro-Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. É unha e carne! A divisão é apenas administrativa, pois, na prática, atuam juntas, mas recebendo dois orçamentos, além de dar um “ar” de autoridade inexistente ao IPCC.

As decisões de Trump

Essa revisão terminou, e a escolha das organizações a serem abandonadas e as medidas adotadas foram anunciadas pelo secretário Rubio. As conclusões da reunião estão registradas na parte (c), que marcaram as ordens emitidas para que todos os chefes de agências e departamentos governamentais efetivem a retirada dos EUA o mais diligentemente possível da lista de organismos intergovernamentais, listados na Seção 2.

Além do referido IPCC, a seção 2 listou o Pacto Energético Livre de Carbono 24/7 (24/7 Carbon-Free Energy Compact), um programa estúpido que tem como prioridade o monitoramento 24 horas, sete dias por semana, fazendo uma correspondência entre o consumo de eletricidade e a geração de energia “limpa” (sem carbono) para atender a meta número sete (Energia Limpa e Acessível) do ODS. A ideia é “acelerar a descarbonização dos sistemas elétricos”, criando um índice cuja meta atinja 100%, ou seja, tudo que for consumido proveria exclusivamente de fontes que não emitissem CO2.

Marco Rubio promete combater a censura às plataformas digitais I Foto: Alex Brandon/Associated Press
Marco Rubio promete combater a censura às plataformas digitais I Foto: Alex Brandon/Associated Press

Dentre vários organismos intergovernamentais listados, pelos absurdos que incorporam pela sua relevância dos setores, temos a Comissão de Cooperação Ambiental (Commission for Environmental Cooperation), Instituto Interamericano de Pesquisa sobre Mudanças Globais (Inter-American Institute for Global Change Research), Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (Intergovernmental Forum on Mining, Minerals, Metals, and Sustainable Development), Organização do Direito Internacional do Desenvolvimento (International Development Law Organization), Agência Internacional de Energia Renovável (International Renewable Energy Agency), Aliança Solar Internacional (International Solar Alliance), Organização Internacional de Madeiras Tropicais (International Tropical Timber Organization), União Internacional para a Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature) e Rede de Políticas de Energia Renovável para o Século XXI (Renewable Energy Policy Network for the 21st Century), entre outros. Todos apresentam suas diretrizes enraizadas no discurso falacioso do “sustentável”.

+ Transição energética para quem e para onde?

O mais importante de todos foi a saída categórica da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services), ou, no modo curto, Painel Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ambientais. Sempre lembro que, se existe um câncer maligno supremo das burocracias, ele se chama IPBES. Esse não esconde a abjeta forma de mistura entre política e ciência, categorias não miscíveis, atrelada ao uso generalizado da natureza de qualquer forma que seja, além de estimular o controle da produção de alimentos pelo mundo nos seus moldes, diga-se de passagem.

Claro, não poderíamos deixar passar sem comentar o Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (International IDEAInternational Institute for Democracy and Electoral Assistance), cujo mote é “ajudar os países a adequarem suas constituições de forma que elas não sejam empecilhos para o aceite de acordos internacionais” (grifos nossos). Em outras palavras, ONU ou instituições não eleitas como estas evacuam regras de seus intestinos cerebrais e os países precisam acatá-las, em detrimento de seus interesses e soberanias. Seria interessante saber como esta última, por exemplo, iria mudar a Constituição dos EUA. Quem tiver curiosidade sobre o alinhamento do IDEA, pode consultar o que essa instituição publicou sobre os eventos do 8 de janeiro, aqui no Brasil.

Quanto aos organismos da ONU, o Memorando informou que “a retirada significa cessar a participação ou o financiamento a essas entidades na medida permitida por lei”, o que prova quanto as leis de um país já podem estar trazendo grande comprometimento com tais organizações imersas na ONU. Entre elas, os EUA cessaram o apoio a todas as comissões econômicas divididas por setores geográficos globais, demonstrando que não vai mais se submeter aos acordos ali firmados com tanta facilidade, sem antes defender seus interesses.

A ONU ambientalista

Dos organismos da ONU que envolvem o assunto ambiental-climático, projetado em “desenvolvimento sustentável”, o Memorando reportou a saída do Programa Colaborativo da ONU sobre Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal em Países em Desenvolvimento (UN Collaborative Programme on Reducing Emissions from Deforestation and Forest Degradation in Developing Countries), Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (UN Conference on Trade and Development), Energia da ONU (UN Energy), Água da ONU (UN Water) e Oceanos da ONU (UN Oceans). Este último, aliás, citamos que participou, junto do IPBES, do estabelecimento de que 30% das áreas oceânicas devem se tornar intocáveis até 2030, além do já referido Quadro-Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, cuja ponte com o IPCC sempre foi velada pela mídia marrom nacional.

Quanto a este último, vale reforçar que IPCC nunca foi autoridade de nada, pois é uma instituição autoconstituída. Ninguém votou ou os escolheu para serem seus representantes. Sequer pode ser enquadrado como científico, tendo em vista sua natureza totalmente política, com uso de ciência altamente enviesada que atende a esses objetivos. Sua ligação pela ONU através do Quadro-Convenção tenta forçar uma autoridade que eles nunca tiveram, mas que trouxeram para si por propaganda e auxílio da mídia. O fato é que o IPCC nem deveria mais ser citado!

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, lançou em suas redes sociais, em 8 de janeiro de 2026, que o efeito seria imediato da saída dos EUA do Fundo Verde para o Clima (GCF – Green Climate Fund), criado em 2010 pela ONU também através do seu Quadro-Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Segundo ele, “nossa nação não financiará mais organizações radicais, como o GCF, cujos objetivos contradizem o fato de que energia acessível e confiável é fundamental para o crescimento econômico e a redução da pobreza”, publicou. Vale relembrar que Bessent atuou como parceiro na Soros Fund Management, onde o nome Soros dispensa apresentações, sendo um dos indivíduos públicos que mais aprofundou a penetração de agendas “progressistas” destrutivas pelo mundo. Soa até contraditório para a situação em questão, mas, quando o mundo é financeiro, especialmente o ambiental-climático, todos apostam alto.

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Ainda na coletiva de imprensa do dia anterior, Rubio deixou clara a posição de Trump que enfatizou não ser mais “aceitável enviar a essas instituições o sangue, o suor e o tesouro do povo norte-americano, com pouco ou nada a mostrar”. O presidente classificou tais instituições como “redundantes em seu escopo, mal administradas, desnecessárias, perdulárias, capturadas por interesses de atores que avançam em suas próprias agendas as quais são contrárias às nossas, ou são uma ameaça à soberania, liberdades e prosperidade geral de nossa nação”, completou.

A soberania dos EUA

De fato, não tem sentido algum gastar bilhões de dólares captados de impostos do contribuinte dos EUA para financiar instituições que operam em temas completamente conflitantes aos interesses do país. Ademais, tais organizações, dissimuladas como preocupadas com a natureza, com os humanos ou com a paz e a cooperação internacional, de nada servem a não ser para instaurarem uma agenda nefasta para impor um projeto de governança global, permeado por ideologias progressistas, contrariando os interesses estadunidenses, mas não só deles.

Essas organizações atuam em restringir ativamente a soberania dos países, atenuando-a até onde conseguirem. O seu trabalho é avançado pelas mesmas redes financiadas por poderes econômicos e ONGs. No caso dos EUA, o desmonte desta união começou a ocorrer com o fechamento da Usaid. Não foi de graça que Bill Gates, em memorando lançado no período pré-COP-30, amainou as “mudanças climáticas”. Seus interesses por energia barata e firme, mais o financiamento de inteligência artificial, superam essas “percepções climáticas”.

“Rejeitamos a inércia e a ideologia em prol da prudência e do propósito. Buscamos cooperação onde ela serve o nosso povo e ficaremos firmes onde não serve”, finalizou Rubio, ao comentar a publicação do Memorando. No caso do Brasil, a Constituição de 1988 foi e continua sendo um excelente laboratório para a formação de uma colcha de retalhos, aonde todas as porcarias internacionais vão se mesclando como se fossem nossos interesses. Como sempre alerto, eles, “os de fora”, criam toda essa balbúrdia e lixo, exigem que todos a incorporem pelo mundo e depois eles, os criadores, pulam fora, mas não sem deixar a porcaria toda absorvida nos países do terceiro mundo, incluindo especialmente o Brasil. O legislador brasileiro continua agradando aos “de fora”, em detrimento dos nossos interesses nacionais. Por que será? Passou da hora de executarem também uma faxina administrativa aqui também.

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2 comentários
  1. Antonio Da Silva
    Antonio Da Silva

    Mais um vazamento. Trump ameaça matar a família de uma menina de 12 anos porque essa falou que ia botar a boca no trombone no caso Epstein. Sério, esse é o herói da direita brasileira????

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