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Ucrânia é suspeita de organizar atentado que matou general da Rússia

A porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko, deixou aberta a possibilidade de forças ucranianas terem relação com o crime

Fanil Sarvarov general russo morto explosão
Episódio de Sarvarov segue padrão recente de ataques a oficiais russos de alto escalão | Foto: Reprodução/YouTube

Um atentado a bomba matou o general russo Fanil Sarvarov nestaa segunda-feira, 22, em Moscou. Foi mais um episódio de ataques a oficiais militares e figuras pró-guerra desde o início da invasão russa à Ucrânia, há quase quatro anos.

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A explosão, relatam as agências internacionais, ocorreu quando um artefato colocado sob seu veículo foi acionado na periferia da capital russa, o que destruiu o carro e deixou claro o nível de sofisticação da ação, como mostram imagens divulgadas pelo Comitê de Investigação russo.

Sarvarov, de 56 anos, comandava a Diretoria de Treinamento Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas. Ele havia sido promovido a tenente-general pelo presidente Vladimir Putin em 2024 e participou de combates em Chechênia e em operações militares na Síria em 2015 e 2016. De acordo com o grupo investigativo Proyekt, também esteve envolvido na guerra da Rússia contra a Ucrânia.

O Kremlin informou que Putin foi comunicado “imediatamente” sobre o assassinato. A porta-voz do Comitê de Investigação, Svetlana Petrenko, deixou aberta a possibilidade de forças ucranianas terem relação com o crime: “Investigadores estão perseguindo inúmeras linhas de inquérito sobre o homicídio”, afirmou ela. “

Uma delas é que o crime foi orquestrado pelos serviços de inteligência ucranianos.” Até o momento, as forças ucranianas não responderam a questionamentos sobre o episódio.

Explosão anterior matou outro militar da Rússia

O episódio de Sarvarov segue um padrão recente de ataques a oficiais russos de alto escalão. Em abril, o tenente-general Yaroslav Moskalik morreu em uma explosão de carro na região metropolitana de Moscou, enquanto o tenente-general Igor Kirillov faleceu em dezembro de 2024. A causa foi a explosão de uma bomba escondida em uma scooter explodir na frente de seu prédio.

Leia mais: “Ucrânia renuncia à entrada na Otan em acordo para encerrar a guerra”

Naquele caso, Kirillov liderava a unidade militar russa responsável por defesas contra ataques nucleares, químicos e biológicos, e Putin classificou sua morte como um “erro grave” das agências de segurança, destacando a necessidade de revisão e aprimoramento.

Além desses, outros ataques de alto perfil incluem a morte do blogueiro militar Maxim Fomin, vítima de uma estátua explosiva em São Petersburgo em abril de 2023, e Daria Dugina, filha do ideólogo ultranacionalista Alexander Dugin, assassinada por carro-bomba em agosto de 2022. Autoridades russas apontaram repetidamente a Ucrânia como responsável por tais atentados, reforçando o clima de tensão e insegurança dentro do país.

O canal russo no Telegram Baza relatou que o carro de Sarvarov percorreu uma curta distância antes de a bomba detonar. A morte do general soma-se a uma série de assassinatos que evidenciam o crescente risco enfrentado por militares e figuras ligadas ao governo russo, em meio a uma guerra que já se estende por anos, com ataques estratégicos que combinam inteligência e tecnologia para atingir alvos de alto valor.

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