União Soviética atingiu um sucesso colossal, diz Putin

De acordo com o presidente da Rússia, as sanções contra as repúblicas socialistas não impediram seu avanço
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Vladimir Putin é presidente da Rússia
Vladimir Putin é presidente da Rússia | Foto: Reprodução/Flickr

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira, 11, que a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) atingiu um “sucesso colossal”. A declaração do ex-agente da KGB foi feita durante um encontro com o ditador de Belarus, Aleksandr Lukashenko.

“A União Soviética realmente viveu o tempo inteiro sob sanções, mas se desenvolveu e atingiu um sucesso colossal”, afirmou Putin. “Mesmo depois dos anos de 1990, as sanções mantiveram-se contra a Rússia. Foram prorrogadas para os tempos modernos.

E prosseguiu. “No momento, um golpe maciço está sendo aplicado em nossa economia. Mas a prática dos últimos anos tem mostrado que, nos setores em que os ocidentais aplicam sanções contra nosso país, adquirimos novas competências e atualizamos as antigas para um novo nível tecnológico.”

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Putin ainda destacou que os russos prevalecerão sobre as retaliações. “É claro que nos tornamos mais fortes nesse sentido”, salientou. “É uma oportunidade para fortalecermos nossa soberania econômica e tecnológica.

Guerra de sanções

Ainda nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou a proibição de importações de frutos do mar, vodca e diamantes russos. “Os EUA e nossos aliados continuam a trabalhar em sintonia para aumentar as pressões econômicas sobre Putin e isolar a Rússia no cenário global”, explicou.

Em 2021, Washington importou pouco mais de US$ 1 bilhão em frutos do mar oriundos de Moscou. O país também gastou cerca de US$ 24 milhões em bebidas e destilados russos. Por fim, os norte-americanos compraram aproximadamente US$ 3 bilhões em diamantes produzidos na Rússia.

Reação

Na esteira das sanções ocidentais, o Kremlin anunciou que pretende tomar o controle e nacionalizar as multinacionais que estão deixando a Rússia. Trata-se da primeira resposta do governo russo à fuga de empresas.

Segundo o Ministério da Economia da Rússia, o plano é assumir temporariamente o controle das companhias que tenham mais de 25% de participação estrangeira. Os proprietários teriam cinco dias para retomar a atividade ou recorrer a outras opções, como vender sua participação.

A pasta informou ainda que as medidas se aplicariam a empresas cuja administração, incluindo os acionistas, encerrou o controle da atividade no país. As companhias cuja administração deixou a Rússia ou transferiu seus ativos a partir de 24 de fevereiro também podem estar sujeitas às novas regras.

Leia também: “Diplomacia subestimada”, reportagem publicada na Edição 103 da Revista Oeste

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