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Vaticano revela a causa da morte do papa

Francisco morreu em decorrência de derrame cerebral, coma e parada cardiorrespiratória irreversível

Uma pessoa observa uma imagem do papa Francisco, colocada do lado de fora da Capela da Virgem de Caacupe, depois da morte do pontífice, em Buenos Aires - 24/4/2025 | Matias Baglietto/Reuters
Uma pessoa observa uma imagem do papa Francisco, colocada do lado de fora da Capela da Virgem de Caacupe, depois da morte do pontífice, em Buenos Aires - 24/4/2025 | Matias Baglietto/Reuters

O Vaticano divulgou, na tarde desta segunda-feira, 21, as causas da morte do papa Francisco. O pontífice morreu em decorrência de derrame cerebral, coma e parada cardiorrespiratória irreversível. É o que informou o professor Andrea Arcangeli, diretor do Departamento de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano.

A Santa Fé divulgou a informação da morte e o laudo clínico durante a madrugada. O documento informa que o papa apresentava histórico de insuficiência respiratória aguda, provocada por pneumonia bilateral multimicrobiana, além de bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo II.

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A constatação da morte ocorreu por meio de registro eletrocardiotanatográfico. “Declaro que as causas da morte, segundo minha ciência e consciência, são as acima indicadas”, escreveu Arcangeli.

Ainda não há informações oficiais sobre o cronograma das cerimônias fúnebres ou sobre os próximos passos para a sucessão papal.

A história do papa

Jorge Mario Bergoglio nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina. Filho de imigrantes italianos, teve uma infância simples e formou-se como técnico em química antes de ingressar no seminário. Em 1958, entrou para a Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote em 1969.

Bergoglio tornou-se arcebispo de Buenos Aires em 1998, quando sucedeu o cardeal Antonio Quarracino. Durante seu período no cargo, adotou um estilo de vida modesto: além de evitar luxos, utilizava transporte público para se locomover pela cidade. Também ficou conhecido por seu trabalho pastoral voltado para as periferias e comunidades mais vulneráveis.

Em 2001, foi nomeado cardeal pelo então papa João Paulo II. No consistório realizado em 21 de fevereiro daquele ano, recebeu o título de cardeal-presbítero de São Roberto Belarmino. Sua atuação no Colégio dos Cardeais se notabilizou pela discrição, mas também pela defesa dos pobres e críticas à desigualdade social. 

Durante o conclave de 2005, que elegeu Bento XVI, relatos sugerem que Bergoglio teria sido um dos cardeais mais bem votados nas primeiras rodadas.

Depois da renúncia de Bento XVI, em fevereiro de 2013, Bergoglio foi um dos cardeais presentes no conclave realizado em março daquele ano. No dia 13 de março de 2013, foi eleito o 266º papa da Igreja Católica, tornando-se o primeiro pontífice jesuíta, o primeiro das Américas e o primeiro a escolher o nome Francisco, em referência a São Francisco de Assis.

A política de Francisco

Desde o começo do pontificado, Francisco implantou uma série de reformas no Vaticano, incluindo mudanças na administração financeira da Santa Sé e medidas contra abusos sexuais dentro da Igreja Católica. Além disso, buscou aproximar a igreja das questões sociais, defendendo os direitos dos mais pobres, criticando desigualdades econômicas e promovendo o diálogo inter-religioso.

Papa Francisco se dedicou à Igreja Católica desde jovem | Foto: Reprodução/X
Papa Francisco se dedicou à Igreja Católica desde jovem | Foto: Reprodução/X

Franciscou visitou diversos países, como Brasil, Estados Unidos, Cuba, Israel, Palestina e Emirados Árabes Unidos — este último foi um marco por representar a primeira visita de um papa à Península Arábica. Além disso, atuou diretamente em negociações diplomáticas, como o restabelecimento das relações entre Cuba e Estados Unidos, mediado pelo Vaticano em 2014.

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