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Vencedora do Nobel da Paz é agredida em prisão no Irã

Narges Mohammadi teria sofrido a violência física na prisão de Evin, em Teerã, ao protestar contra execuções

Narges Mohammadi
Vencedora do Nobel da Paz, Narges Mohammadi, foi agredida com outras mulheres na prisão, segundo sua família | Foto: Reprodução/Twitter/X/@ATARI1990001

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, foi agredida por guardas na prisão de Evin, em Teerã, segundo comunicado da família. Mohammadi, uma ativista de direitos humanos, está encarcerada sob a acusação de “espalhar propaganda contra o Estado”.

As agressões ocorreram depois de protestos contra uma série de execuções em prisões iranianas. A ganhadora do Nobel da Paz se envolveu em confrontos depois de outras detentas serem espancadas pelos militares. O incidente ocorreu na seção feminina da prisão, conforme o jornal Folha de S.Paulo.

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Na quinta-feira 8, a família da vencedora do Nobel da Paz informou que várias presas políticas, incluindo Mohammadi, se reuniram “para protestar contra a execução de Gholamreza Rasaei”. Segundo o comunicado, “foram dadas ordens” para atacar e espancar as mulheres que lideravam os protestos.

Rasaei foi executado na última terça-feira, 6. De acordo com a agência Mizan Online, ele foi condenado pelo assassinato de um oficial da Guarda Revolucionária durante protestos contra o regime em 2022.

Condições de saúde da ganhadora do Nobel da Paz

A ganhadora do Nobel da Paz de 2023 recebeu atendimento na enfermaria do centro de detenção, mas não foi levada ao hospital. A família de Mohammadi expressou estar “extremamente preocupada com suas condições de saúde”.

Narges Mohammadi, de 52 anos, está presa desde novembro de 2021. Em 2023, recebeu o Nobel da Paz. Nos últimos meses, ela tem sofrido com dores no joelho e nas costas. Em 2021, passou por um procedimento para implante de um dispositivo desobstruidor de artéria.

Mesmo encarcerada e com problemas de saúde, Mohammadi continuou a apoiar os protestos que começaram em setembro de 2022 no Irã, depois da morte de Mahsa Amini, uma curda iraniana de 22 anos, presa por supostamente violar o código de vestimenta feminino do país.

Posicionamento da administração penitenciária

A administração penitenciária, mencionada pela agência Tasnim, negou que os guardas tivessem agredido as mulheres, alegando que as prisioneiras atacaram os soldados. Essas informações não puderam ser verificadas de forma independente.

A família de Mohammadi, no entanto, apresentou uma versão diferente. Segundo eles, depois de receber um soco no peito, a Nobel da Paz sofreu “insuficiência respiratória” e “fortes dores” na área atingida, chegando a desmaiar no pátio da prisão.

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