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Venezuela fecha acordo para ampliar geração de energia elétrica

Governo prevê recuperar 5 mil megawatts em quatro anos, enquanto país enfrenta falhas frequentes no fornecimento de eletricidade

Venezuela
Bandeira da Venezuela | Foto: Reprodução/ X

O governo da Venezuela assinou um memorando de entendimento com a filial local da General Electric para ampliar a capacidade de geração de energia do país. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira, 15, durante cerimônia no Palácio de Miraflores.

Segundo a líder interina Delcy Rodríguez, o acordo prevê a recuperação de 1 mil megawatts nos primeiros 24 meses. A meta total é acrescentar mais de 5 mil megawatts ao sistema elétrico venezuelano em um período de quatro anos.

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Delcy Rodríguez Venezuela
Delcy Rodríguez se tornou presidente interina da Venezuela em janeiro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

Rodríguez afirmou que orientou sua equipe a acelerar a formalização do contrato para permitir o início dos trabalhos. O governo não divulgou os valores envolvidos na parceria.

Ao lado do diretor do segmento de energia da GE Vernova, Eric Gray, a dirigente classificou a iniciativa como um passo importante para a recuperação do sistema elétrico do país.

Crise energética persiste no país

O acordo surge em meio às dificuldades enfrentadas pela Venezuela no abastecimento de energia.

Levantamento da Pesquisa de Condições de Vida (Encovi) divulgado em 2025 pela Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, mostrou que nove de cada dez residências registraram interrupções no fornecimento de eletricidade. O estudo também revelou que quatro de cada dez lares convivem com cortes diários que podem durar várias horas.

Os problemas no setor elétrico se arrastam há anos. Medidas de racionamento começaram a ser adotadas ainda em 2009, durante o governo de Hugo Chávez.

Naquele período, o setor passou por um processo de estatização com a criação da Corporação Elétrica Nacional. A mudança reuniu grande parte da geração e da distribuição de energia sob controle estatal.

Antes da chegada do chavismo ao poder, em 1999, a Venezuela produzia cerca de 20 gigawatts de energia e consumia aproximadamente 12 gigawatts.

Rodríguez assumiu a liderança do país depois da captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos em janeiro. Em abril, ela já havia iniciado conversas com a GE para discutir alternativas para a recuperação da infraestrutura energética venezuelana.

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