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Venezuela solta tcheco preso sob acusação de complô contra Maduro

Libertação ocorreu depois de negociações diplomáticas conduzidas por governos europeus

Venezuelan President Nicolas Maduro's initial appearance to face U.S. federal charges, in Manhattan Venezuela
Nicolás Maduro: de ditador da Venezuela durante quase 13 anos a presidiário sob custódia do governo dos Estados Unidos — Nova York, 5/1/2025 | Foto: Eduardo Munoz/Reuters

O Ministério das Relações Exteriores da República Tcheca informou, nesta sexta-feira, a libertação de um cidadão do país que estava preso na Venezuela desde setembro de 2024. Autoridades venezuelanas acusaram o homem de participar de um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro.

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Jan Darmovzal, de 35 anos, estava detido junto com cidadãos dos Estados Unidos e da Espanha. Segundo a ONG Foro Penal, quatro norte-americanos e dois espanhóis dividiram a custódia com o tcheco. As autoridades venezuelanas libertaram os espanhóis José María Basoa e Andrés Martínez Adasme nesta semana. O regime já havia liberado ao menos dois norte-americanos em momentos anteriores.

O chanceler tcheco, Petr Macinka, afirmou que o governo conversou com a Venezuela por semanas para garantir a soltura. “Depois de várias semanas de negociações intensas, conseguimos libertar Darmovzal de uma prisão venezuelana”, disse o ministro a jornalistas. “Enviamos um avião, que já está a caminho. Levaremos todos os prisioneiros libertados para casa.”

Venezuela prendeu outros estrangeiros

Autoridades venezuelanas prenderam Darmovzal e os demais estrangeiros depois das eleições presidenciais realizadas em julho de 2024. Na ocasião, o governo anunciou a apreensão de cerca de 400 fuzis e sustentou a existência de uma conspiração com participação internacional.

Além do cidadão tcheco, a chancelaria da República Tcheca informou que a Venezuela também libertou pessoas da Albânia, Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Romênia e Ucrânia. Todos estavam presos no mesmo contexto político.

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