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Zelensky exalta apoio de Trump e pede mobilização internacional

O presidente norte-americano afirmou que a Ucrânia pode pôr fim à guerra contra a Rússia sem ceder territórios

Zelensky golpe Rússia 2
Zelensky e Trump se encontraram na terça-feira 23 | Foto: Reprodução/president.gov.ua

Nesta quarta-feira, 24, em meio aos debates da Assembleia-Geral da ONU, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou como “positivo” o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.

A jornalistas, Zelensky destacou o respaldo dos EUA à Ucrânia, mas ressaltou que “a paz depende de todos”, revelando que o esforço internacional conjunto é crucial. Zelensky e Trump se encontraram na terça-feira 23.

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No mesmo dia, Trump adotou uma nova postura ao afirmar que a Ucrânia pode pôr fim à guerra com a Rússia sem ceder territórios, revendo sua opinião anterior, que sugeria a necessidade de concessão de áreas ocupadas para encerrar o conflito.

A fala do presidente norte-americano sinalizou uma mudança importante em seu posicionamento sobre a guerra.

Apelos de Zelensky por ação internacional

Ao discursar para os líderes presentes, Zelensky enfatizou que a responsabilidade por encerrar a guerra recai sobre os membros da Assembleia-Geral.

Ele declarou que é fundamental garantir o retorno de crianças sequestradas, a libertação de prisioneiros de guerra e a volta de reféns.

Zelensky também expressou gratidão pelo apoio da União Europeia, do G7 e do G20, ressaltando que a cooperação internacional é indispensável para fortalecer a resistência ucraniana e buscar uma saída pacífica.

“Não fiquem em silêncio enquanto a Rússia continua arrastando essa guerra”, afirmou o presidente da Ucrânia. “Por favor, falem e condenem isso.”

Leia mais:

Kremlin reage à declaração de Trump

Em resposta à declaração de Trump, Moscou acusou o presidente norte-americano de agir sob influência do governo ucraniano.

Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o regime continuará os ataques na região em nome das futuras gerações russas.

“Trump ouviu o que está acontecendo da perspectiva de Zelensky”, disse Peskov. “E, aparentemente, neste momento, essa versão é o que o levou à avaliação que ouvimos. Não podemos concordar com o que ele disse. Continuaremos nossa operação militar especial para garantir nossos interesses nacionais. Estamos fazendo isso pelo presente e pelo futuro de nosso país. Por muitas gerações futuras.”

Leia também: “A inversão revolucionária”, artigo de Flávio Gordon, publicado na Edição 288 da Revista Oeste

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