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No Ponto

CPMI denuncia Mauro Cid por silêncio em audiência

Ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pelo colegiado na terça-feira 11

mauro cid - silêncio - cpmi do 8 de janeiro
Gonet pediu à Corte autorização para realizar busca e apreensão domiciliar e pessoal contra os dois investigados | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O silêncio fará com que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, preste esclarecimentos à Justiça. Nesta quinta-feira, 13, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos do 8 de janeiro o denunciou.

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Em representação na 10ª Vara Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, os representantes da CPMI acusam Cid de ter desrespeitado decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF). A magistrada havia concedido habeas corpus parcial ao ex-ajudante de ordens, assegurando-lhe o direito de permanecer calado em assuntos que poderiam, de alguma forma, incriminá-lo.

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Em depoimento à audiência da CPMI do 8 de Janeiro na terça-feira 11, Cid ficou em silêncio todo o momento. Por horas diante de senadores e deputados federais, ele não respondeu a nenhuma pergunta. De acordo com o colegiado, ele, assim, desrespeitou a decisão do STF. Por isso, o comando do colegiado decidiu por abrir representação criminal contra o tenente-coronel, que está preso no Distrito Federal desde 3 de maio.

“A conduta do representado substanciou o delito previsto no artigo 4º, II, da Lei nº 1.579, de 18 de março de 19524 , uma vez que o depoente na condição de testemunha ‘calou a verdade'”, alega a CPMI do 8 de Janeiro. “Conforme amplamente divulgado pelos meios de comunicação, o depoente furtou-se a responder a todos os questionamentos formulados por parlamentares durante o seu depoimento em 11 de julho de 2023, extrapolando flagrante os termos da ordem concedida no habeas corpus nº 229.323, que lhe assegurou o direito ao silêncio estritamente quanto a fatos que implicassem autoincriminação, com a ressalva expressa de que lhe era ‘vedado faltar com a verdade quanto aos demais questionamentos não inseridos nem contidos nesta cláusula’.”

Denúncia da CPMI: Mauro Cid não foi o único a ficar em silêncio

A denúncia da CPMI do 8 de Janeiro contra Mauro Cid por causa do silêncio em audiência chama atenção. Isso porque o tenente-coronel do Exército não foi o primeiro caso de pessoa a permanecer calada por horas ao marcar presença uma comissão de inquérito.

CPMI
Tenente-coronel Mauro Cid | Foto: Reprodução/Twitter

O silêncio — sem denúncias posteriores — ocorreu em caso relacionado ao Mensalão e ao Petrolão, por exemplo. Em agosto de 2015, o ex-ministro José Dirceu permaneceu calado ao prestar depoimento à CPI da Petrobras. Em janeiro de 2010, no caso que ficou conhecido como Mensalão do DEM no Distrito Federal, o empresário Avaldir da Sila Oliveira ficou quieto durante audiência, em virtude de habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, do STF, mesmo ministro concedeu o mesmo direito ao operador Marcelo Toledo.

Leia também: “O golpe que nunca foi dado”, artigo de J.R. Guzzo publicado na Edição 170 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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2 comentários
  1. Uncle Sam
    Uncle Sam

    Alguém ainda acha que vivemos numa democracia, onde todos são iguais perante a lei?

  2. Renato Perim
    Renato Perim

    Eu se fosse ele mandava todo mundo tomar no cool. Já tá preso ilegalmente, não vai sair da cadeia nunca mais mesmo então que lave sua alma e mande todo mundo se f0d3r.

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