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No Ponto

Dallagnol diz que Novo quer ampliar bancada no Congresso para ‘frear abusos do STF’

Em entrevista a Oeste, o pré-candidato ao Senado também defende o combate à corrupção e afirma que o partido quer ‘virar a página do PT’

Dallagnol sigilo investigação
Cassado pela Justiça Eleitoral em 2023, o ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) foi anunciado como pré-candidato ao Senado pelo Paraná | Foto: | Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O pré-candidato ao Senado pelo partido Novo no Paraná, Deltan Dallagnol, afirmou que a legenda pretende ampliar sua representação no Congresso Nacional nas eleições de 2026. Em entrevista à Oeste nesta segunda-feira, 27, o ex-procurador da República colocou o combate ao PT e o enfrentamento ao que chamou de “abusos do Supremo” entre as principais bandeiras da legenda.

A declaração ocorreu depois da convenção nacional que oficializou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato do Novo à Presidência da República. Realizado em Brasília, o evento confirmou o nome de Zema para a disputa, enquanto a escolha do candidato a vice deve ficar para outro momento.

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+ Zema confirma candidatura à Presidência, mas ainda não anuncia vice

Zema
O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, durante convenção da legenda em Brasília | Foto: Sarah Peres/Revista Oeste

Indagado sobre a possibilidade de o partido buscar uma composição com siglas de centro para fortalecer a chapa presidencial, Dallagnol afirmou desconhecer qualquer negociação nesse sentido. Segundo ele, a estratégia inicial é consolidar a identidade política e programática do Novo.

“Desconheço qualquer conversa com partidos de centro”, disse. “Nossa ideia é afirmar de modo muito claro a nossa posição: a de quem defende o combate à corrupção, a contenção dos abusos do Supremo, a economia de mercado, a propriedade privada, o agronegócio e a recuperação da decência e dos valores do nosso país.”

Além da campanha presidencial, o partido aposta na ampliação de sua representação na Câmara e no Senado. Dallagnol afirmou que o objetivo é eleger parlamentares com perfil semelhante ao do deputado e pré-candidato ao Senado Marcel van Hattem (Novo-RS), uma das principais vozes da legenda no Congresso.

“Queremos multiplicar, clonar e eleger pessoas com o mesmo caráter, competência e coragem”, declarou o pré-candidato. “Já estamos trabalhando duramente para isso.”

Convenção do Novo em Brasília
Convenção do partido Novo em Brasília | Foto: Sarah Peres/Revista Oeste

Crescimento do partido

Ainda na entrevista, o ex-procurador citou o crescimento obtido pelo Novo nas eleições municipais de 2024. Naquele pleito, a legenda elegeu 264 vereadores e 19 prefeitos, ante 35 vereadores e um prefeito em 2020. O partido apresenta o resultado como um crescimento superior a 800% na representação municipal e de 18 vezes no número de prefeituras comandadas.

Para Dallagnol, o desempenho nos municípios deve servir de base para a tentativa de ampliar a bancada federal e garantir que o Novo supere a cláusula de desempenho nas eleições deste ano.

“O partido está chegando mais forte do que nunca”, analisou. “Vamos lutar para tirar o PT do poder, colocar no Senado muita gente de direita para frear os abusos do Supremo e fazer o partido Novo superar a cláusula de barreira. Isso significa eleger muita gente boa e voltar ao jogo mais forte do que nunca.”

A chamada cláusula de desempenho estabelece uma votação mínima que as legendas precisam alcançar para ter acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão.

Disputa pelo Senado no Paraná

Dallagnol também demonstrou confiança em sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná. Ele afirmou que tem sido bem recebido nas agendas realizadas pelo Estado e atribuiu o apoio à identificação de parte do eleitorado com suas bandeiras históricas, principalmente o combate à corrupção.

“Há uma indignação muito grande não apenas com a corrupção, que é a nossa bandeira histórica, mas também com os abusos do Supremo, que precisamos frear”, disse. “As pessoas querem alguém com conhecimento jurídico, que saiba usar os instrumentos disponíveis e que tenha coragem e competência para fazer isso. Também vejo as pessoas ávidas por tirar o PT e Lula do poder.”

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Ao avaliar o cenário nacional, o ex-procurador atribuiu ao governo petista problemas nas áreas econômica, moral e de segurança pública e afirmou que a campanha do Novo buscará associar as candidaturas estaduais ao projeto presidencial de Zema.

“Entendemos o que significa o PT: o caos moral, o caos econômico e o caos na segurança pública que ele representa para o país”, acrescentou. “Vamos fazer o nosso melhor para virar essa página do PT no Brasil.”

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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