Nos bastidores do governo, a resistência do presidente Lula à decretação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro não encontra unanimidade.
Integrantes do alto escalão da Defesa avaliam que a GLO continua sendo um “instrumento imediato e constitucional” para conter situações graves de desordem, desde que empregada com critério.
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A coluna apurou que a divergência veio à tona em conversas reservadas depois de o Planalto reforçar que não pretende mobilizar as Forças Armadas em apoio à Polícia Militar do Estado, apesar da escalada de violência no Estado.
Uma fonte da pasta reconheceu que a medida é “necessária em alguns casos”, principalmente quando há risco concreto de colapso das forças policiais locais.
Ataques de Lula à GLO

Publicamente, Lula tem sido explícito em seu repúdio à GLO. “Não quero as Forças Armadas nas favelas brigando com bandidos”, disse. “Não é esse o papel delas. E, enquanto eu for presidente, não tem GLO.”
Em outra ocasião, o governador Cláudio Castro confirmou a resistência de Brasília: “Para emprestar blindado, tinha que ter GLO, e o presidente é contra. Cada dia é uma razão para não colaborar”.
Apesar da oposição pública do Planalto, há quem enxergue no Exército um papel legítimo em missões específicas — sobretudo quando a GLO oferece respaldo jurídico às tropas. Nos corredores da Defesa, comenta-se que a rejeição do presidente à medida tem conotação política.
Enquanto o Planalto tenta se distanciar de ações que possam parecer intervenção federal, o Ministério da Defesa afirma que o Brasil tem mecanismos legais para agir em crises agudas.
Leia também: “Territórios sequestrados”, reportagem de Isabela Jordão e Uiliam Grizafis publicada na Edição 294 da Revista Oeste
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Enquanto isto drogas e armas entram sem controle pelas fronteiras e a população fica a mercê de terroristas .