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No Ponto

Moraes mantém validade da delação de Cid

Tenente-coronel prestou depoimento durante três horas, na sede do STF, em sessão presidida pelo ministro Alexandre de Moraes

depoimento bolsonaro
O tenente-coronel Mauro Cid e então o presidente Jair Bolsonaro, durante um evento no Palácio do Planalto — 24/2/2021 | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve, nesta quinta-feira, 21, a validade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de ordens da Presidência do governo Jair Bolsonaro.

Cid prestou depoimento no STF, durante três horas, em sessão presidida por Moraes, a fim de explicar supostas inconsistências na colaboração que firmou com a Polícia Federal (PF) em setembro do ano passado.

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Depois da mais recente operação da PF contra um grupo de militares, que teriam planejado a morte do então presidente eleito, Lula, o vice dele, Geraldo Alckmin, e o próprio Moraes, ainda em 2022, o ministro determinou um novo depoimento a Cid. A corporação fez o pedido a Moraes, por entender que Cid sabia do suposto plano, que envolveria ainda uma tentativa de golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder.

Conforme a PF, o grupo considerou envenenar Lula, Alckmin e Moraes. Haveria ainda um plano para enforcar Moraes.

Mauro Cid indiciado pela PF

alexandre de moraes
O ministro Alexandre de Moraes, durante um evento no qual recebeu uma homenagem do Ministério Público de São Paulo – 30/8/2024 | Foto: Carla Carniel/Reuters

Mais cedo, a PF indiciou Cid e outros 36 nomes, entre eles, o de Bolsonaro.

De acordo com o relatório, que tem mais de 800 páginas, Bolsonaro, Braga Netto e demais aliados cometeram também abolição violenta do Estado Democrático de Direito e montaram uma organização criminosa.

O processo foi encaminhado ao STF, que pedirá manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Se a PGR entender que há indícios de crime e apresentar uma denúncia, caberá, então, ao STF determinar se os investigados vão virar réus.

Leia também: “O golpe dos brincalhões”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 128 da Revista Oeste


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5 comentários
  1. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    O fato mostra a insensatez da ditadura em claro curso, há fatos novos em que o acusado é apontado como planejador de golpe de estado e assassinato inclusive do ministro Alexandre que se torna ofendido e como tal jamais deveria atuar como juiz como determina a lei a que como todos também está submisso mas o vemos se comportar como um Zeus cruel e implacável … esquisito que só depois de dois anos a PF que deveria ser órgão de Estado mas hoje triste apêndice de uma ditadura (é o que o povo pensa) “abriu” o celular de alguém tão importante e perigoso se verdadeiras as acusações do tal golpe e sequer viram o que foi pregado publicamente pelo multi criminoso ZéDirceu de que tomariam o poder na exata forma como está sendo feito o que tristemente inclui o STF de estúpida e legal nomeada algo absurdo e medieval a envergonhar e humilhar a nação sem rumo e à beira do caos … manietada, manipulada, achacada e controlada a nação na prática jaz sob um triunvirato ditador de três poderes e não tenho a menor dúvida que isto não acabará bem … aos criminosos, fardados, engravatados ou togados (e acusações contra estes abundam) a lei, ao povo o respeito e o direito de em urnas inquestionáveis decidir seu destino que infelizmente passa por seus governantes e líderes pela constituição estúpida que nos foi legada … pobre Brasil o fedor de sua imundície política se sente de Plutão.

  2. NÃO AO SOCIALISMO
    NÃO AO SOCIALISMO

    Resumindo, ou acusa como eu quero ou formará eternamente em um presídio.

    1. OTNIP M. IAVI
      OTNIP M. IAVI

      Carta de um Brigadeiro
      Nunca mais se diga que nossas Forças Armadas nunca perderam uma guerra!
      Hoje perdemos a maior delas!
      Perdemos nossa Coragem!
      Perdemos nossa Honra!
      Perdemos nossa Lealdade!
      Não cumprimos com o nosso Dever!
      Perdemos a nossa Pátria!
      Eu estou com vergonha de ser militar!
      Vergonha de ver que tudo aquilo pelo qual jurei, trabalhei e lutei, foi traído por militares fracos, desleais e covardes, que fugiram do combate, preferindo apoiar quem sempre nos agrediu, sempre nos desrespeitou, sempre nos humilhou e sempre se vangloriou disso, e que ainda brada por aí que não nos quer em sua escolta, por não confiar nos militares das Forças Armadas, e que estas devem ser “colocadas em seu devido lugar”.
      Militares que traíram seu próprio povo, que clamou pela nossa ajuda e que não foi atendido, por estarem os militares da ativa preocupados somente com o seu umbigo, e não com o povo a quem juraram proteger!
      Fomos reduzidos a pó. Viramos farelo.
      Seremos atacados cruelmente e, se reagirmos somente depois disso, estaremos fazendo apenas em causa própria, o que só irá piorar ainda mais as coisas.
      Joguem todas as nossas canções no lixo!
      A partir de hoje, só representam mentiras!
      Como disse Churchill:
      “Entre a guerra e a vergonha, escolhemos a vergonha.”
      E agora teremos a vergonha e a guerra que se seguirá inevitavelmente.
      A guerra seguirá com o povo, com os indígenas, com os caminhoneiros, com o Agronegócio. Todos verão os militares como traidores.
      Segmentos militares certamente os apoiarão. Eu inclusive.
      Generais não serão mais representantes de suas tropas.
      Perderão o respeito dos honestos.
      As tropas se insubordinarão, e com toda razão.
      Os generais pagarão caro por essa deslealdade.
      Esconderam sua covardia, dizendo não ter havido fraude nas urnas.
      Oras! O Exército é que não conseguiu identificar a fraude!
      Mas outros, civis, conseguiram!
      A vaidade prevaleceu no Exército e no seu Centro de Guerra Cibernética. Não foram, mais uma vez, humildes o suficiente para reconhecer suas falhas. Prevaleceu o marketing e a defesa de sua imagem. Perderam, Manés!
      E o que dizer da parcialidade escancarada do TSE e do STF, que além de privilegiarem um candidato, acabam por prender inconstitucionalmente políticos, jornalistas, indígenas, humoristas e mesmo pessoas comuns, simplesmente por apoiar temas de direita, sem sequer lhes informar o crime cometido ou oportunidade de defesa? Isso não conta? Isso não aconteceu?
      E a intromissão em assuntos do Executivo e do Legislativo?
      Isso também não aconteceu?
      Onde está a defesa dos poderes constitucionais?
      Onde estão aqueles que bradaram que não bateriam continência a um ladrão?
      Será que os generais são incapazes de enxergar que, validando esta eleição, mesmo com o descumprimento de ordem de entrega dos códigos-fonte, valida-se também esse mesmo método, não só para todas as próximas eleições, para o que quer que seja, perpetuando a bandidagem no poder, assim como corrompendo futuros plebiscitos e decisões populares para aprovar/reprovar qualquer grande projeto de interesse da criminalidade?
      NÃO HAVERÁ MAIS ELEIÇÕES HONESTAS!
      A bandidagem governará impune, e as Forças Armadas, assim como já ocorre com a Polícia Federal, serão vistas como cães de guarda que asseguram o governo ditatorial.
      O povo nunca perdoou os traidores nem os burros.
      Não vai ser agora que irão.
      Ah, sim, generais:
      Entrarão para a História!
      Pela mesma porta que entrou Calabar.
      QUE VERGONHA!
      Assina:
      Brigadeiro Eduardo Serra Negra Camerini

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