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A desistência de Paulo Serra em se candidatar ao governo de São Paulo não gerou crise no PSDB, segundo Plínio Valério, líder do partido no Senado. Ele respeita a decisão de Serra, mas destaca a importância das próximas eleições, que incluirão a escolha do Presidente da República e governadores. Valério afirma que o PSDB busca reafirmar seu compromisso com a democracia e o desenvolvimento, além de se distanciar do Centrão. Veja a entrevista dele a Oeste.
A desistência de Paulo Serra da disputa pelo governo de São Paulo não foi vista com satisfação dentro do PSDB. Isso, no entanto, também não gerou uma crise a ponto de alterar os planos do partido de retomar o protagonismo político, principalmente depois que Aécio Neves se tornou presidente do partido. Esta é a posição de Plínio Valério, 71 anos, do Amazonas, membro da Executiva Nacional e líder do PSDB no Senado. Eleito em 2018, seu mandato vai até o início de 2027.
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A Oeste, ele ressaltou que respeita a opção de Serra, mas preferiu realçar a importância das próximas eleições que, além do Presidente da República, definirão outros nomes para os governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados. Segundo ele, que é líder desde fevereiro de 2025, o partido tem quadros importantes na disputa, que podem ajudar neste processo de recuperação.
Dois pontos, no entanto, são cruciais, segundo ele. Um, é reafirmar o compromisso com a democracia, desenvolvimento e equilíbrio financeiro do país. Para isso, Valério, cujo projeto específico também se volta para as questões da Amazônia, rejeita qualquer rótulo que vincule o PSDB ao centrão.
O bloco é, a princípio, composto por PL, PP, Republicanos, PSD, União Brasil, MDB e Podemos. No entanto, a ala mais conservadora do PSDB tem sido vista, em tese, afinada com algumas destas siglas. O outro aspecto crucial para Valério, é bem claro: tirar o PT do poder, por meio do voto popular. Confira.
Como as próximas eleições no Brasil se encaixam ao objetivo do PSDB de recuperar o protagonismo?
A chegada do deputado Aécio Neves à presidência nacional do PSDB representou um esforço legítimo de reconstrução e fortalecimento de um partido que teve papel decisivo na consolidação da democracia brasileira. Marconi Perillo foi o presidente que o antecedeu e deu início a esse trabalho e aqui no Senado também, trouxemos novos nomes e conseguimos recuperar a liderança do partido na Casa. Sou o líder do PSDB no Senado e temos o senador Oriovisto (Guimarães), do Paraná e a senadora Eudócia (Caldas), de Alagoas. Essas eleições serão fundamentais nesse processo, porque oferecem ao PSDB a oportunidade de voltar a apresentar ao país suas ideias, seus quadros e suas propostas.
De que maneira o partido busca atingir este objetivo nas eleições?
Nossa missão é fazer uma boa bancada de deputados federais e senadores. Essa eleição para o Senado será uma das mais importantes da história. O Aécio está empenhado nisso e temos candidaturas competitivas aos governos estaduais também.
Temos visto muitas derrotas do governo, na Câmara e no Senado, em função do chamado Centrão. O sr. representa uma ala mais conservadora no partido e se coloca contra o governo. Neste sentido, dá para incluir o PSDB no centrão?
O PSDB sempre procurou manter uma identidade própria sem abrir mão de seus princípios. Sobre o centrão, o PSDB não se define por esse rótulo. Nosso objetivo é reafirmar uma agenda baseada na responsabilidade fiscal, no desenvolvimento do país e, no meu caso, no desenvolvimento da Amazônia.
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Como a Executiva viu a desistência de Paulo Serra de se candidatar ao governo de São Paulo? Isso atrapalha os planos, em se tratando de uma ausência de candidato no maior Estado?
Em relação a São Paulo, embora não tenha acompanhado, respeito a decisão de Paulo Serra, que avaliou o cenário e tomou sua posição. Pesquisas eleitorais são um dos elementos considerados por qualquer liderança política, mas não podem ser vistas como o único fator. Evidentemente, gostaríamos de ter uma candidatura competitiva em um estado que governamos por tantos anos. O desafio lançado por Aécio Neves é mais amplo… reorganizar o PSDB nacionalmente, fortalecer suas lideranças e preparar o partido para voltar a ocupar um papel relevante no debate dos grandes temas brasileiros.
Até que ponto é crucial o PSDB ter um candidato à presidência e como estão as tratativas para isso?
O partido tem discutido a possibilidade de apresentar uma candidatura própria à Presidência da República. No entanto, sempre fui muito transparente em relação às minhas posições. No cenário de hoje, meu compromisso político é apoiar uma candidatura competitiva à presidência da República para tirar o PT do governo.
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Psdb? Quem esse? Rsss