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10 “coronafatos” que você precisa saber

Antes de ouvir o síndico do seu prédio, o prefeito de Niterói ou algum jurista da OAB sobre a exata situação do coronavírus do momento, é 100% certo que você…
Empresa garante ter desenvolvido tecido capaz de eliminar 99,9% do coronavírus | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR
Empresa garante ter desenvolvido tecido capaz de eliminar 99,9% do coronavírus | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR | Empresa garante ter desenvolvido tecido capaz de eliminar 99,9% do coronavírus | Foto: DIVULGAÇÃO/FLICKR

Antes de ouvir o síndico do seu prédio, o prefeito de Niterói ou algum jurista da OAB sobre a exata situação do coronavírus do momento, é 100% certo que você não perderá nada se tiver em mente os seguintes fatos:

1 – O coronavírus atingiu até o momento cerca de 335.000 pessoas em 50 países em todo o mundo – numa população superior a 7 bilhões – e matou cerca de 14.500, com vastas diferenças de infeccionados e mortos de país para país. O H1N1, em 2009, pegou mais de 750 milhões de pessoas, atingiu 200 países e matou 285.000 indivíduos.

2 – Cerca de metade dos mortos está concentrada só em dois países: Itália e China, onde a epidemia começou. Na Itália, o pior caso de todos, morreram até agora cerca de 3.500 pessoas, contra 3.300 na China. (Como os números chineses são de uma ditadura, que por princípio não diz a verdade nunca, acredite se quiser.)

3 – Na Itália foram contaminadas quase 60.000 pessoas. Na China, com uma população 25 vezes maior, pegaram a doença 80.000 – de novo, segundo o que conta o governo. Isso equivale a quase metade de todos os atingidos do mundo. A Itália, de qualquer forma, é um caso totalmente “fora da curva” – nenhum outro país, dos 50 afetados, chegou nem remotamente perto dos índices italianos.

4 – O Ebola, em 1976, ficou só em nove países da África, mas matou quase tanta gente quanto o coronavirus até agora. Obviamente, morte de negro não causa reação nenhuma nos meios de comunicação.

5 – O Brasil, com mais de 200 milhões de habitantes, teve até o domingo pouco acima de 1.500 casos confirmados, com 25 mortos. O índice de mortalidade é baixíssimo. Se 0,1% da população – só 0,1% – tivessem morrido, teríamos, até o momento, 200.000 mortos; temos 25, como dito acima, quase todos idosos e já afetados por doenças graves como cardiopatias, hipertensão, problemas pulmonares e diabetes.

6 – Entre os idosos e doentes só morrem 10% dos atingidos.

7 – Não passou pela cabeça de nenhuma das autoridades mais radicais no “combate ao contágio”, fazer um esforço – quer dizer, ter trabalho – para concentrar as medidas de proteção nos idosos (15% da população total), em vez de fechar shopping centers, onde em geral não vai idoso nenhum, e isolar os demais 85%. A proteção aos que são mais vulneráveis exige dedicação, inteligência, honestidade, esforço de pensar e competência técnica. Em compensação, não rende nada nos telejornais e nas primeiras páginas.

8 – O número de gente infectada (e também de mortos) vai crescer, como já se sabe há semanas, até 15 de abril e começará cair em meados de maio. (O governo federal, talvez para não ser acusado de incentivo ao genocídio, prevê que o recuo só começará em setembro.) No entanto, você vai ver todos os dias as manchetes principais anunciando: “Casos sobem para XYZ.” É como dizer que o sol voltou a nascer hoje, mais uma vez.

9 – É anunciada, com expressões de pavor, uma futura “sobrecarga” no atendimento hospitalar. Essa “sobrecarga”, que deixa pessoas na fila ou amontoadas em corredores, é suportada há trinta anos, todos os dias, por dezenas de milhões de brasileiros que só tem o SUS para cuidar de sua saúde.

10 – No Rio Grande do Norte, por conta da repressão sanitária de autoridades municipais e estaduais, empresas produtoras de queijo (única fonte de sustento para uma parte da população) estão sendo obrigadas a fechar. Matam, com isso, a atividade dos produtores de leite. É gente que, para a irritação da Polícia Nacional Anti-Vírus não tem “teletrabalho”. É também uma prova de que o país está entregue à anarquia. A prioridade, antes de achar vacina, é pôr ordem na bagunça e confinar os débeis mentais que querem fechar tudo. Estão destruindo vidas sem destruir o vírus.

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