O governo brasileiro anunciou recentemente um decreto que estabelece novas regras para a oferta de cursos de graduação no formato de Educação a Distância (EAD). As mudanças visam garantir a qualidade do ensino superior e definir quais cursos devem ser obrigatoriamente presenciais. Entre os cursos afetados estão Direito, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia, que só poderão ser oferecidos presencialmente.
Embora as novas diretrizes não entrem em vigor imediatamente, as instituições de ensino terão um prazo de até dois anos para se adaptar. Durante esse período, os alunos já matriculados em cursos que deixarão de ser oferecidos à distância poderão concluir seus estudos no formato inicialmente acordado.
Quais modalidades de ensino estão sendo introduzidas?
O decreto introduz uma terceira modalidade de ensino, além do EAD e do presencial: o semipresencial. Essa modalidade combina atividades presenciais e à distância, com uma carga horária mínima de 30% em atividades presenciais físicas, como estágios e práticas laboratoriais. A modalidade presencial exige que pelo menos 70% da carga horária total seja em atividades presenciais, enquanto o restante pode ser ofertado em EAD.
Para o curso de Medicina, o Ministério da Educação (MEC) publicará uma resolução específica, exigindo uma carga horária presencial ainda maior que a dos outros cursos, garantindo uma formação mais prática e direta.

Quais são as exigências de infraestrutura para cursos a distância e semipresenciais?
As instituições que desejarem oferecer cursos semipresenciais ou à distância precisarão cumprir uma série de requisitos de infraestrutura. Isso inclui a disponibilidade de espaços físicos adequados, tecnologia de ponta e pessoal qualificado tanto na sede quanto nos polos EAD. Esses polos devem contar com salas de coordenação, ambientes para estudos, laboratórios e acesso à internet de alta velocidade.
Além disso, cada instituição deve possuir uma sede com recepção, secretaria acadêmica, salas de professores e coordenadores, além de laboratórios e outros espaços formativos compatíveis com as atividades práticas dos cursos ofertados.
Quais requisitos docentes precisam ser atendidos?
Para garantir a qualidade do ensino, as instituições que oferecem cursos semipresenciais ou EAD devem contar com um corpo docente composto por coordenadores de curso, professores regentes e professores conteudistas. As atribuições e a formação acadêmica desses profissionais ainda serão definidas pelo MEC, assegurando que os cursos sejam ministrados por profissionais qualificados.
Como será a transição para as novas regras do EAD?
A implementação das novas regras será gradual, com um período de transição de até dois anos para que as instituições de ensino se adaptem. Durante esse tempo, as universidades deverão ajustar suas ofertas de cursos e infraestrutura para atender às novas exigências. Os alunos que já estão matriculados em cursos que deixarão de ser oferecidos à distância terão a garantia de concluir seus estudos no formato original.
Essas mudanças visam melhorar a qualidade do ensino superior no Brasil, assegurando que os cursos oferecidos à distância mantenham um padrão elevado de ensino e que os alunos tenham acesso a uma formação completa e de qualidade.









