A icônica Anna Wintour volta a falar sobre O Diabo Veste Prada em entrevista recente e surpreende ao dizer que não se ofende com a personagem Miranda Priestly. A executiva avalia que o longa acerta o tom e ajuda a traduzir o ambiente da moda para o grande público.
- Wintour chama o retrato do filme de “justo” e “engraçado”.
- Ela revela ter ido à estreia usando Prada, sem saber como seria a trama.
- A editora reforça o impacto cultural do longa e sua relação com a indústria.
O que Anna Wintour diz hoje sobre Miranda Priestly?
Em nova conversa, Wintour afirma que nunca se sente ofendida com Miranda Priestly. Para ela, o filme tem um lado “caricatural” que torna a história mais leve e divertida, sem distorcer o essencial dos bastidores da moda.

Ela realmente achou o filme ofensivo?
Em tom bem-humorado, Wintour diz que achou o longa “muito divertido” e “muito espirituoso”, elogiando a atuação de Meryl Streep. Conforme a entrevista ao podcast da Vogue, ela até brinca que ninguém na redação “anda em passo glacial”. Segundo a People, a editora resume a representação como um “tiro justo”.
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A indústria temia um retrato negativo da moda?
Segundo Wintour, havia um receio de que o longa pintasse um cenário “difícil”. No fim, a abordagem ficou mais leve do que muitos imaginavam. A executiva relembra que foi à estreia usando Prada sem saber exatamente como seria o resultado — e saiu rindo das piadas internas.
Quem inspira o livro e por que isso importa?
O filme adapta o livro de Lauren Weisberger, ex-assistente de Wintour, e acompanha a jornada de Andy Sachs (Anne Hathaway) sob pressão na revista fictícia Runway. De acordo com a biografia de Amy Odell (2022), a própria Wintour trata o tema com naturalidade e, em certos momentos, com autoironia. Essa distância crítica ajuda a manter vivo o debate sobre liderança, cultura de trabalho e criatividade.

O que mudou na carreira de Wintour desde então?
Em junho, Anna Wintour deixa o cargo de editora-chefe da Vogue US após 37 anos, mas segue como diretora global de conteúdo da Condé Nast e liderança internacional de Vogue — movimento que reforça sua influência além da edição americana. Segundo The Guardian, a mudança reorganiza o dia a dia sem reduzir seu poder editorial.
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O impacto cultural do filme segue forte e atual
O legado de O Diabo Veste Prada permanece: a obra segue como referência para entender a dinâmica da moda, seus códigos e sua comunicação com o público. Para Wintour, o humor do filme ajuda a explicar esse universo sem o caricaturar por completo — e é por isso que a história continua rendendo boas conversas quase duas décadas depois.
- Retrato “justo”: Wintour elogia o tom espirituoso e a atuação de Streep.
- Medo dissipado: a indústria teme o pior, mas o filme humaniza o bastidor.
- Relevância viva: o longa segue útil para decifrar a cultura da moda hoje.









