Uma nova quase-lua foi detectada perto da Terra, e os astrônomos acreditam que ela acompanha o nosso planeta sem ser notada há décadas. O objeto, chamado 2025 PN7, é um asteroide que orbita o Sol, mas mantém uma trajetória próxima da Terra, completando uma volta no mesmo período que o nosso planeta.
- O 2025 PN7 tem cerca de 19 metros de diâmetro
- A rocha espacial alterna entre órbita circular e em forma de ferradura
- A quase-lua deve permanecer perto da Terra por mais de 60 anos
O que diferencia uma quase-lua de uma mini-lua?
As quase-luas não orbitam diretamente a Terra, mas ficam em ressonância com o planeta, acompanhando sua trajetória ao redor do Sol. Elas se distinguem das mini-luas temporárias, que podem orbitar o nosso mundo por poucos meses antes de se afastarem. Foi o caso da 2024 PT5, que circulou a Terra por apenas dois meses em 2024.

O que já se sabe sobre o 2025 PN7?
O 2025 PN7 foi observado pelo observatório Pan-STARRS, no Havaí, em 29 de agosto. Análises de dados de arquivo mostram que ele já estava em órbita semelhante à da Terra há aproximadamente seis décadas. A rocha passa a cerca de 299 mil quilômetros de distância durante sua aproximação máxima — um pouco menos que a média da Lua, de 384 mil quilômetros. Segundo artigo publicado na Research Notes of the American Astronomical Society, trata-se de uma das poucas quase-luas conhecidas até hoje.
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Por que a descoberta demorou tanto?
O asteroide só é detectável quando se aproxima bastante, já que é pequeno e pouco brilhante. Estima-se que seu diâmetro seja de cerca de 19 metros — de acordo com a EarthSky —, o que faz do 2025 PN7 a menor quase-lua conhecida até hoje. Essa característica torna suas janelas de visibilidade curtas e raras.
Origem possível e futuro da quase-lua
Pesquisadores acreditam que o 2025 PN7 pode ter vindo do chamado cinturão de asteroides Arjuna, formado por pequenas rochas com órbitas parecidas à da Terra. Outra hipótese é que ele seja um fragmento ejetado da própria Lua. Apesar das dúvidas sobre sua composição, há consenso de que se trata de um objeto natural, e não de lixo espacial.
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A trajetória prevista para as próximas décadas
Os cálculos indicam que o 2025 PN7 deve permanecer próximo da Terra por mais de 60 anos, alternando entre uma órbita quase circular e outra em formato de ferradura. Nesse último caso, pode alcançar até 297 milhões de quilômetros de distância. Depois, deve ser puxado pela gravidade solar para uma órbita mais afastada.
O que a descoberta revela sobre o Sistema Solar?
A identificação do 2025 PN7 reforça a ideia de que não existe um limite de tamanho para os quase-satélites que acompanham a Terra. Para os astrônomos, cada nova descoberta desse tipo ajuda a entender melhor a dinâmica de corpos próximos ao nosso planeta e a história do próprio Sistema Solar.
- O 2025 PN7 é a menor quase-lua já identificada
- Ela deve acompanhar a Terra até meados do século XXI
- Estudar esses objetos pode revelar pistas sobre a origem de fragmentos lunares e asteroides








