Um ranking elaborado pelo psicólogo Stanley Coren, da Universidade da Colúmbia Britânica, apontou as raças de cães menos inteligentes quando o critério é a capacidade de obedecer a comandos. O estudo, publicado em livro, ainda hoje desperta debates entre especialistas e tutores.
- Avaliação foi feita com base na obediência e no aprendizado
- Algumas raças podem ser independentes, não “burras”
- Treinamento e estímulo fazem toda a diferença
Como nasceu o ranking de inteligência canina?
Stanley Coren dedicou anos a observar o comportamento dos cães e a ouvir treinadores e juízes de competições. O objetivo era entender como diferentes raças reagiam a comandos e até que ponto conseguiam aprender de forma consistente. Segundo o livro The Intelligence of Dogs, de Stanley Coren, publicado em 1994, os critérios principais do ranking foram a rapidez de aprendizado e a obediência ao primeiro comando.

As 10 raças que aparecem no fim da lista
Entre mais de 100 raças avaliadas, algumas se destacaram pela dificuldade em obedecer a comandos básicos. Isso não significa que sejam cães menos afetuosos ou incapazes, mas que podem precisar de mais paciência no treinamento. Confira, em português do Brasil, as dez últimas colocadas:
- Galgo Afegão (Afghan Hound)
- Basset Hound
- Beagle
- Cão de Santo Humberto (Bloodhound)
- Buldogue Inglês (English Bulldog)
- Chow Chow
- Borzoi (Galgo Russo)
- Pequinês (Pekingese)
- Mastim Inglês (Mastiff)
- Shih Tzu
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Por que algumas raças são vistas como “menos inteligentes”?
O conceito de inteligência usado por Coren está ligado à rapidez de aprendizado e à obediência imediata. No entanto, muitas raças da lista foram desenvolvidas para funções específicas, como caça, guarda ou companhia, o que as torna naturalmente mais independentes.
O Beagle, por exemplo, tem um faro extraordinário e pode ignorar ordens quando está seguindo um cheiro. Já o Buldogue Inglês, mesmo com fama de preguiçoso, é valorizado por sua coragem e lealdade — características que não entram na conta do ranking.
O papel do tutor no comportamento do cão
A forma como o tutor se relaciona com o cachorro influencia diretamente na capacidade de aprendizado. Estímulos diários, jogos interativos e treinos curtos com reforço positivo podem melhorar muito a resposta do animal, independentemente da raça.
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Mais do que inteligência, os cães oferecem afeto
No fim das contas, a lista de Coren deve ser vista como curiosidade e não como um veredito. Cada cão tem sua própria forma de se expressar e aprender, e fatores como carinho, convivência e estímulos adequados são decisivos para o desenvolvimento. O vínculo entre humanos e cães vai muito além de qualquer ranking.
- O estudo avalia apenas obediência e rapidez de aprendizado
- Cada animal pode se desenvolver de maneira diferente
- O afeto e a personalidade do cão são mais importantes que sua posição em uma lista








