Um fenômeno raro surpreendeu a comunidade científica: uma explosão de raios gama, detectada em julho, brilhou durante quase 24 horas e ainda se repetiu em vários momentos. Batizado de GRB 250702B, o evento pode abrir caminho para uma nova compreensão sobre os processos mais extremos do cosmos.
- Sinal foi detectado em julho por telescópios espaciais e terrestres
- Explosão durou centenas de vezes mais que o normal
- Hipóteses apontam para colisão entre estrela e buraco negro
Um sinal fora de todos os padrões conhecidos
Explosões de raios gama são conhecidas como os eventos mais energéticos do Universo, mas costumam durar segundos ou, no máximo, alguns minutos. O GRB 250702B quebrou esse padrão: permaneceu ativo por quase um dia inteiro e apresentou novas emissões vindas da mesma fonte. Isso deixou os cientistas intrigados, já que até hoje acreditava-se que esses fenômenos eram únicos e irrepetíveis.

O rastreamento da explosão cósmica
A primeira detecção aconteceu no dia 2 de julho, quando a sonda Fermi, da Nasa, identificou um sinal incomum. Em seguida, outros satélites confirmaram que a fonte já estava ativa horas antes. Para localizar com precisão a origem, equipes usaram o Very Large Telescope, no Chile. Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO), a explosão partiu de uma galáxia distante, fora da Via Láctea — o que significa que a energia liberada foi imensa.
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O que pode ter causado o fenômeno?
Explicar a origem desse tipo de evento não é simples. Os modelos tradicionais, como o colapso de estrelas massivas ou a fusão de estrelas de nêutrons, não justificam a duração prolongada e a repetição observadas. Uma das hipóteses em análise é a destruição de uma estrela anã branca por um buraco negro de massa intermediária. De acordo com pesquisadores da Universidade Radboud, esse pode ser o primeiro registro de um fenômeno desse tipo.
Por que essa descoberta é tão importante?
Entender rajadas de raios gama ajuda a decifrar como elementos pesados se formam e como a energia se distribui pelo Universo. No caso do GRB 250702B, a chance de acompanhar um evento que se repetiu dá aos cientistas uma oportunidade rara de observar em detalhes processos que, até então, pareciam impossíveis de registrar duas vezes.
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O que já sabemos até aqui?
- A duração inédita do GRB 250702B desafia os modelos tradicionais de explosões cósmicas
- A repetição do evento sugere um mecanismo até agora desconhecido
- Novas observações devem revelar se esse é um caso isolado ou parte de uma nova classe de fenômenos









