Quando falamos do ponto máximo de profundidade do planeta, estamos nos referindo à Fossa das Marianas e ao seu trecho mais fundo, o Challenger Deep. Em uma região sem luz solar, com pressões colossais e relevo acidentado, o fundo dos oceanos assume contornos quase alienígenas. Não por acaso, muitos cientistas descrevem o visual como algo que lembra a superfície da Lua.
- O Challenger Deep é o local mais profundo conhecido dos oceanos
- Pressões centenas de vezes maiores que ao nível do mar moldam o ambiente
- Mapeamentos por sonar revelam um relevo que lembra paisagens lunares
Qual é o ponto mais profundo dos oceanos?
O ponto mais fundo conhecido situa-se no Challenger Deep, no setor sul da Fossa das Marianas, no Pacífico ocidental. De acordo com a NOAA, trata-se do local mais profundo dos oceanos, com medições que chegam a aproximadamente 11 mil metros abaixo do nível do mar, um valor que coloca a região além da altura do Everest se ele fosse “invertido” dentro d’água.

Como é o ambiente extremo nessa região abissal
Nas profundezas da fossa, a pressão é centenas de vezes maior que à superfície, a temperatura é baixa e não há luz solar. Ainda assim, a vida encontra meios de existir, com microrganismos e invertebrados adaptados à chamada zona hadal. O cenário é marcado por encostas íngremes, vales estreitos e sedimentos que se depositam lentamente ao longo de milênios.
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Por que a paisagem é comparada à da Lua?
No fundo da Fossa das Marianas, a ausência de luz e a baixa dinâmica de correntes deixam o relevo mais aparente, com superfícies irregulares e craterizações que lembram imagens lunares. Segundo o observatório da NASA, mapeamentos por sonar desenham uma topografia cheia de desníveis e depressões, resultado de processos geológicos intensos que ocorrem onde uma placa oceânica mergulha sob outra.
O que os cientistas buscam entender ali
As expedições recentes investigam como micro-organismos e invertebrados hadais sobrevivem sob pressões extremas. Também há interesse em compreender como o carbono e os sedimentos são transportados até o fundo e que papel essas áreas desempenham no equilíbrio do oceano global. Cada mergulho, mapa e amostra ampliam nosso entendimento sobre um dos ambientes mais difíceis de acessar na Terra.
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Conhecer o ponto mais profundo amplia nossa visão do oceano
Investigar o Challenger Deep não é apenas uma curiosidade técnica. É uma forma de entender a dinâmica do planeta, dos ciclos de sedimentos à evolução de formas de vida em condições extremas. Ao revelar esse mundo silencioso, expandimos a fronteira do conhecimento sobre o oceano e suas conexões com o clima, a geologia e a própria história da Terra.
- Profundidade recorde: o Challenger Deep é o ponto mais fundo conhecido dos oceanos
- Topografia singular: mapeamentos por sonar mostram relevo que lembra paisagens lunares
- Ciência em avanço: estudos revelam como a vida se adapta à zona hadal








